Renault Sand'up é apenas um Sandero com a capota cortada

O que deveria ter sido um sinal de orgulho da engenharia brasileira se tornou... frustrante. Bastante antecipado pela Renault, o conceito Sand'up poderia ser um vislumbre do futuro SUV que a marca francesa construirá sobre a plataforma B0, que Logan e Sandero dividem atualmente. No final, ele se mostrou apenas um modelo enfeitado e até agradável de ver, mas nem de longe era o utilitário que se esperava.



Azar nosso, que esperamos à toa, é verdade. Ninguém prometeu nada. Houve até quem esperasse encontrar no carro as futuras linhas de uma picape Sandero, mas não havia espaço de caçamba suficiente para que também acreditássemos nessa versão. Enfim, não achamos que o Sand'up antecipará nada. Só o que dá para fazer com um carro que já existe, algo que o pessoal da personalização automotiva já está careca de fazer. No fim, o Sand'up é um Sandero tunado. E só.

Toda a linha Renault, aliás, ficou nisso. Foi tuning para todo o lado. O Mégane ganhou uma versão mais esportiva e equipada, a Extreme, a Scénic apareceu com roupa aventureira e o Sandero se mostrou na versão Stepway. Nada que você, em breve, não vá ver em uma concessionária, se é que já não anda vendo. Se quiser ver algo realmente novo, belo e diferente no estande da marca francesa, admire as mulheres que exibem os carros. E a maquiagem nem é tão pesada quanto nos veículos.






Fonte: Renault

Balanção do salão - segundo dia

Agora o ritmo de atualizações vai voltar ao normal. Do segundo dia, o que tivemos de mais interessante foram os novos produtos, para já ou para daqui a algum tempo. A primeira coletiva do dia, com a Volkswagen, mostrou o conceito BlueMotion para um país com diesel proibido para carros de passeio, o Eos, o Passat CC, o Tiguan e a picape média Robust, ainda apresentada como carro-conceito.







Outra que caprichou foi a Kia, que mostrou nada menos de seis modelos novos: Cerato, Magentis, Sportage, Mohave, Rio e o Soul, que se tornará nacional se os planos de instalação de uma fábrica em Salto, no interior de São Paulo, derem certo.








Na Ford, as estrelas são Mustang Shelby GT500 KR, Focus ST e Verve, que deu origem ao novo Fiesta. E foi basicamente isso. Você saberá de mais detalhes ao longo do dia.



Balanção do salão - Primeiro dia

Pois é, minha gente... Bem que gostaríamos de atualizar o blog com cada uma das coletivas, de cada uma das empresas que estão presentes ao Salão do Automóvel, mas isso se mostrou impossível. Assim sendo, melhor é fazer esse balanço, para manter vocês inteirados das novidades, e partir para algo mais minucioso quando a poeira baixar. A maior novidade de ontem, sem dúvida, foram os conceitos FCC II e o Chevrolet GPiX.





Já falamos deles em posts específicos, logo abaixo deste. Na dúvida, use o sistema de busca para encontrá-los. Além deles, uma boa novidade para o público brasileiro foi a confirmação da importação oficial do smart fortwo.



A Mercedes-Benz também anunciou a vinda do GLK, do CLC e do SL IWC, mas essas novidades, além de menos acessíveis, também eram mais esperadas. A Mercedes-Bens estima que conseguirá vender o fortwo por um valor entre R$ 55 mil e R$ 60 mil. Pode parecer caro, mas importado de modo independente ele podia custar até R$ 120 mil.

Da Fiat, além do FCC II, antigo Bugster, foram mostrados também o Punto T-JET, com motor 1,4-litro turbo de 152 cv, e o 500, ou Cinquecento, que deve ser importado ao Brasil no ano que vem.





No estande da Hyundai, além do Genesis, apontado como a maior novidade da marca para o salão, o melhor mesmo era o i30 e sua versão perua, que devem começar a ser vendidos por aqui no ano que vem. Melhor que isso, só se o i20 também tivesse aparecido.



A decepção do dia ficou por conta da Renault, que prometeu um carro-conceito e apareceu com um Sandero tunado. O Sand'up, segundo alguns, até anteciparia uma picape da marca, mas não tinha caçamba suficiente e a cabine não era estendida, algo que nenhuma empresa interessada em picapes pequenas deveria deixar de conceber. Antes fosse o SUV da plataforma B0, mas essa estréia deve acontecer no exterior, mesmo. É pena.

Fiat Bugster se torna o FCC II, um interessante carro elétrico

A Fiat abriu o Salão do Automóvel com a apresentação do Bugster. A questão é que o Bugster não se chama mais Bugster, mas sim FCC II. O nome anterior foi usado apenas no desenvolvimento do carrinho.



Equipado com motor elétrico, capaz de desenvolver 59 kW (80,2 cv) e 220 Nm, o FCC II é movido por 93 baterias de íons de lítio e tem uma autonomia de 100 km. O carro-conceito tem 3,25 m de comprimento, 1,81 m de largura, 1,48 m de altura e 2,16 m de entreeixos. Seus largos pneus, 255/55 R19, dão a ele uma aparência malvada, mas ele seria mais malvado, tanto em autonomia quanto em performance, se pudesse carregar mais baterias. A questão é que, com as que já tem, ele já pesa um bocado: 980 kg.











Fonte: Fiat

É OFICIAL!!! - Veja imagens e mais dados sobre o Chevrolet GPiX

A GM do Brasil apresentou no sábado à imprensa especializada seu carro-conceito para o Salão do Automóvel, o GPiX. No nome, G significa Global e Pix é a forma contraída de Picture (figura, em inglês). Assim, o GPiX seria a imagem global de um crossover pequeno da Chevrolet. Não por acaso, a GM também anunciou no sábado que o centro de design de São Caetano se tornará um centro mundial de desenvolvimento de desenho. O GPiX pode ser o primeiro grande produto deste trabalho, criando um pequeno utilitário para enfrentar a Ford no Brasil (contra o EcoSport) e até nos EUA. Por lá, a Ford pretende vender o novo Fiesta em breve. Se emplacar, a GM pode querer ter seu modelo pequeno naquele mercado também. O resto da história você poderá imaginar.



Infelizmente, o que é carro-conceito nos EUA não é o mesmo que se pode entender por aqui. Enquanto os de lá têm interior, motor e funcionamento, os nossos são só um modelão 1:1. Assim, o GPiX não tem motor nem interior. As imagens que você vê abaixo são apenas desenhos de como o interior seria (se existisse). Existirá, mas não como nos desenhos, até o final de 2009 ou começo de 2010, quando o primeiro rebento do projeto Viva deve rebentar.

As dimensões do GPiX, não divulgadas, sãos as que esperávamos: cerca de 4 m de comprimento, 2,50 m de entreeixos, 1,70 m no máximo de altura e uma largura não superior a 1,80 m. Apesar de relativamente pequeno, o GPiX usava pneus 235/45 R18, da marca coreana Kuhmo.

Apesar de ser apenas um "maquetão", o carro apresentava um diferencial traseiro falso, o que nos permite sonhar com um crossover pequeno com tração nas quatro rodas. O teto de vidro integral, nunca usado por nenhuma montadora instalada no Brasil em modelos nacionais, também poderia encontrar o caminho da produção em série.

Veja abaixo todas as imagens do GPiX (inclusive algumas feitas por este que escreve; perdoem-me a falta de habilidade fotográfica). Que pena ele não ter motor...











































Fonte: GM do Brasil