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Fiat fabricará Dodge Dakota na Argentina

Depois dos flagrantes que nosso amigo Marlos Ney Vidal, do blog Autos Segredos, fez da Dakota em Betim, não tínhamos mais dúvida de que a Fiat venderia por aqui a picape. A montadora italiana quer participar do segmento de picapes médias faz tempo... A única dúvida que restava, sobre de onde ela viria, já não existe mais graças ao presidente da Fiat da Argentina, Cristiano Rattazzi, que declarou à agência de notícias argentina oficial, a Telam, que a picape poderá ser fabricada pela Fiat em Córdoba, naquele país.



A declaração de Rattazzi aconteceu quando os jornalistas perguntaram a ele sobre a aliança com a Chrysler. A resposta? “A aliança está muito forte e é possível pensar em uma picape Chrysler fabricada em Córdoba.” O executivo falou também em criar um segundo turno na fábrica, o que certamente aconteceria para comportar mais um produto.

Faz todo o sentido. O Brasil já recebe do país vizinho diversas de suas picapes médias, como a Toyota Hilux e a Ford Ranger, que ganha esta semana uma reestilização e baixa de preço (mais detalhes em breve), mas da Argentina virá também a VW Amarok, ou “A Maroca”, como ela já vem sendo chamada, a primeira picape média desenvolvida e fabricada pela montadora alemã. GM e Ford vão perder a vida mansa no mercado de picapes médias com concorrentes de peso tanto da VW quanto a Fiat, como se vê. Com redes de distribuição tão grandes ou maiores, o que sempre influencia no volume de vendas.

No que se refere à distribuição da Fiat, os concessionários da marca estão ansiosos por vender modelos da Chrysler, algo que foi inclusive compromisso da montadora italiana para poder selar sua aliança com a norte-americana. Deve haver alguma chiadeira dos concessionários Chrysler, mas, como eles são poucos, é possível que a Fiat só venda produtos Chrysler em lugares sem concessionárias da marca já estabelecidas. A conferir.

A Dakota que foi flagrada no Brasil usava um motor V8 de 4,7 litros flexível em combustível. Como o consumo dessa beleza deve ser altíssimo, a Fiat deve equipar a picape com um motor a diesel. O melhor candidado para ficar sob o capô da picape é o S23, da FTP (Fiat Powertrain), o mesmo que equipará o jipe catarinense TAC Stark. Com 2,3 litros, esse turbodiesel gera 127 cv a 3.600 rpm e 300 Nm a 1.800 rpm. Como a FTP fabricará 20 mil unidades por ano deste propulsor, e ele é relativamente leve, seria a escolha ideal para a versão a diesel da picape.

Além do motor a diesel, a Dakota já tem, antes mesmo de ser feita na Argentina, uma parte de suas peças feita no Brasil. Trata-se do câmbio de seis marchas, manual, que é feito em São Bernardo do Campo. Como se vê, a picape já está pronta de mala e cuia para chegar no mercado nacional. A questão já não é "se". É "quando".







Fonte: Telam

Fiat Linea pode ser vendido nos EUA como o novo Dodge Neon

A aliança entre a Fiat e a Chrysler pode levar até 18 meses para produzir seus primeiros carros, mas a Autocar, a revista mais antiga do mundo, britânica, já antecipou um dos possíveis modelos a nascer deste casamento: um novo Dodge Neon. O carro poderia se basear no Fiat Linea. Se a Autocar disse isso, não temos motivos para duvidar. E o talentoso designer Theophilus Chin nos deu sua visão de como esse carro seria. Estamos muito inclinados a achar que ele acertou na mosca.



O Fiat Linea usa dois motores no Brasil, um 1,9-litro flexível e um motor a gasolina turbo de 1,4 litro, o T-JET. Na Turquia, onde o carro também é fabricado, o sedã tem, além do motor T-JET, um 1,4-litro aspirado e dois motores a diesel, o 1,3-litro Multijet e um 1,6-litro. Esperamos que, nos EUA, o Neon/Linea use o motor 1,9-litro ou mesmo algum outro, maior, assim como o T-JET, que deve sofrer algum aperfeiçoamento para ter mais torque em baixa, uma demanda do mercado norte-americano. Enquanto isso, vejamos como deve ser o modelo que irá as concessionárias Dodge dos EUA (as que mantiverem suas portas de pé; tomara que sejam em bom número).




Fonte: Theophilus Chin