"Com pouco dinheiro, o que devo escolher, conforto ou valorização?"

"Bom dia, Gustavo, tudo bem?

Estava procurando na internet para comprar carro, quando encontrei sua resposta no blog sobre carros até R$ 12 mil e achei ela bem completa. A minha dúvida não foge muito desta que você respondeu também.

Tenho em torno de R$ 4 mil para dar de entrada e o resto iria financiar por meio da empresa em que eu trabalho porque tem juros menores que os do mercado, porém o pagamento só pode ser feito em até 15 meses, então não irei financiar um valor alto, ou seja, pretendo ter nas mãos em torno de R$ 11 mil e R$ 12 mil.

Procuro um carro econômico para uso diário e, esporadicamente, alguma viagem. Estava pensando em um Ford Escort a álcool ou em um VW Gol 1° geração. Vi que você aconselhou a compra de um Chevrolet Celta antigo, porém penso na revenda e acredito que um Celta 2002, por exemplo, desvaloriza muito mais na hora da revenda do que um Escort 1997 (supondo que ambos estejam em bom estado), não sei se meu raciocínio está certo, corrija-me se estiver errado.

Já pensei no VW Fusca, mas quando dirigi a 1° vez não gostei e sei que não iria me acostumar e também não quero comprar um Uno (Já não tenho muito R$ e ainda quero ficar escolhendo.. rsrs). Qual carro você me aconselha comprar?

Agradeço a atenção desde já e fico no aguardo.

Abraços,

Denys O."


E aí, Denys, como você está? Peço desculpas pela demora. Pretendo colocar as consultas em dia o quanto antes.

Indo para sua dúvida, eu a aproveitarei para seguir um raciocínio que pode ajudar muita gente com questões parecidas com as suas: é melhor pegar um carro mais velho, mas mais bem equipado, ou um mais novo, mais econômico, ainda que mais peladinho? Como sempre, depende. Se for um carro do qual você vai precisar com frequência, quanto mais novo ele for, menos ele tende a dar problemas. Se for um carro só para usar de vez em quando, vale ter um modelo mais completo, ainda que mais velho.

A ideia por trás disso é simples. Um carro mais novo, com quilometragem mais baixa, tem peças menos desgastadas tanto pelo uso quanto pelo tempo. Se o modelo mais velho for pouco usado, com quilometragem mais baixa do que um modelo mais novo, mesmo assim as peças terão sofrido a ação do tempo. Pneus, por exemplo, têm data de validade. Ainda que estejam inteiros, a idade os resseca e exige sua troca. Como você vê, a idade conta, ainda mais para alguém que, como você, pretente fazer uso diário do carro.



Partindo deste princípio, eu sempre vou recomendar a pessoas com casos semelhantes ao seu um carro mais novo, mais atual, menos gasto. Como na consulta a que você se refere, os carros que melhor se encaixam no que você procura são o Fiat Mille e o Chevrolet Celta. Como você não gosta do Mille, sua escolha recai necessariamente no Celta, que tem fama de beber pouco e de ser muito resistente. Ao contrário do que você acredita, isso faz do Celta um dos carros que menos perdem valor em nosso mercado. O Escort, por outro lado, é campeão de desvalorização. É argentino, saiu de linha e, apesar de ter um excelente acabamento e um motor de tirar o chapéu, não tem um mercado fácil.

Se você não quiser saber do Celta, uma outra opção é pegar um Chevrolet Classic, que tem porta-malas maior e pode ser comprado nessa faixa de valor. Ainda mais agora, que esse verdadeiro "Highlander" já teve uma reestilização confirmada para 2010...

Espero que isso o ajude a tomar uma boa decisão, Denys, se é que você já não a tomou.

Para todos aqueles interessados em uma consulta parecida com esta, gostaria de pedir que, antes de mandarem seus e-mails para ghruffo@motordicas.com.br, vocês não se esqueçam, primeiro, de buscar no site se não há consultas já respondidas que atendam a suas dúvidas.

Se não houver, não se esqueçam de me passar que tipo de uso fazem do carro, o que mais valorizam no veículo, quanto tempo pretendem ficar com ele, quantas pessoas vão transportar, em que tipo de terreno rodam (cidade, estrada, estrada de terra), se manutenção, desvalorização, seguro e consumo são fatores importantes, se querem um novo ou um usado e quanto pretendem gastar na compra.

Pode não parecer, mas perfeição não é absoluta. Para cada caso existe um modelo mais indicado. Também peço a paciência de vocês, já que o número de consultas cresceu muito e está difícil atender todo mundo.

Um abraço a todos,

Gustavo

GTbyCitroën fica mais perto da realidade circulando por Londres

Há pelo menos um supercarro de fantasia que resolveu se tornar realidade. O GTbyCitroën, criado para o videogame Gran Turismo 5, acabou dando o ar de sua graça também no Salão de Paris de 2008, mas como um modelo real. Fez tanto sucesso por lá que a Citroën aparentemente se decidiu a produzi-lo em pequena escala. Só duvidamos de que ele seja movido mesmo por pilhas a combustível, como ele é no videogame. Apostamos em um poderoso motor a diesel, talvez o mesmo que levou a Peugeot à vitória este ano em Le Mans. De todo modo, bom mesmo seria saber o que o ajudou a se deslocar pelas ruas de Londres, onde o supercarro decidiu se exibir um pouco, como você pode ver abaixo.



O GTbyCitroën tem 4,96 m de comprimento, 2,08 m de largura e apenas 1,09 m altura. Como já dissemos, no Gran Turismo 5, ele usa pilhas a combustível que impulsionam seu poderoso motor elétrico contra feras como Nissan GT-R sem nenhuma emissão que não água. Além de rodar por Londres, este carro também estará presente no Goodwood Festival of Speed, que começa no próximo dia 3 de julho.







Fonte: Citroën

Nissan Grand Livina é o carro para sete passageiros mais barato do Brasil

Quem precisa de um carro para sete passageiros só tinha uma opção de carro nacional com essa configuração, a Chevrolet Zafira, que começa nos R$ 62.501. O segmento das minivans médias, em que ela se insere, andava um bocado caído a não ser por modelos importados, como as C4 e Grand C4 Picasso. Mas a Nissan resolveu dar uma animada nisso e agora, além da Livina, oferece também a Grand Livina, modelo que, a R$ 54,89 mil, é o modelo de sete lugares novo mais barato do Brasil.



Com 4,42 m de comprimento, a Grand Livina é 24 cm mais comprida do que a Livina, ganho de tamanho inteiramente creditado à traseira da nova minivan. O entreeixos continua em bons 2,60 m, o que torna tanto ela quanto a Livina minivans médias. A questão é que a Livina é vendida como minivan compacta, uma covardia com suas concorrentes. E a Grand Livina, como modelo médio. Com um porta-malas de 607 l até o nível dos vidros (com cobertura), o maior de sua categoria, também é covardia vendê-la por R$ 54,89 mil. Covardia, no final das contas, é brasileiro pagar o dobro do preço por carros vendidos pela metade a quem ganha o dobro, mas isso é outra conversa.

Apesar de bastante completa (tem direção elétrica, ar-condicionado, toca-CD e travas, vidros e retrovisores elétricos), a Grand Livina carece de ajuste altura de banco e de cintos de segurança. O banco também recua pouco, assim como na Livina, o que torna a direção, para pessoas mais altas, um pouco incômoda. A Nissan jura que esses ajustes não são necessários, assim como freios a disco nas quatro rodas, mas que esses itens seriam muito bem-vindos, seriam.

Para equipar a minivan com câmbio automático, o preço salta para R$ 59,49 mil. Há também a versão SL, mais bem equipada, que sai por R$ 61,19 mil na versão manual e R$ 65,39 mil na versão automática. O câmbio manual, vale dizer, tem seis marchas, em vez das cinco da Livina. Bom seria se o câmbio automático também tivesse uma marcha a mais e chegasse a cinco. O de quatro velocidades, de todo modo, dá conta do recado, ainda que ele tenha uma sutil falta de agilidade.

Na versão SL a Grand Livina traz toca-CD que lê arquivos MP3, ar-condicionado digital, travamento automático das portas, bancos de couro, descansa-braço para motorista, parassóis de motorista e passageiro com espelhos, freios ABS com EBD e BA, airbag para passageiro, alarme, faróis de neblina e retrovisores e maçanetas pintadas na cor do carro. Um dos itens mais interessantes do carro, só na versão automática, é a chave I-Key, que permite a abertura das portas e a partida sem seu uso direto, apenas com sua presença física. Ela emite um sinal de rádio que autoriza o carro a abrir as portas e a dar a partida. Ajuda à beça a sair rápido com o carro estacionado na rua, por exemplo, sem chamar a atenção. Afinal, como ligar ou abrir o carro sem a chave na mão? Com a I-Key dá.

Por essas e outras é que a Grand Livina, ainda que com coisas a melhorar, deve se tornar uma presença constante nas ruas. E não deve demorar muito para isso acontecer.































Fonte: Nissan

VAZOU! - Veja como será a nova geração do Citroën C3, que chega aqui em 2011

Não é mistério nenhum que a Citroën pretende substituir em breve o C3 por um modelo novo. Pelo menos na Europa, como de costume. No Velho Mundo, a demora já estava até custando à Citroën em vendas, mas a empresa resolveu se mexer e a mexida parece ter sido das boas, como se pode ver pelas fotos que o World Car Fans obteve de um leitor anônimo.



Além destas imagens, o leitor misterioso também forneceu ao WCF algumas informações. Essas fotos, por exemplo, foram tiradas durante a apresentação do carro a concessionários da França no ultimo dia 23 de junho e mostram uma carroceria inteiramente nova para o carro. Apesar de se dizer que a plataforma é a mesma usada no modelo antigo, o novo C3 parece maior. Dentro do veículo, essa impressão tende a se reforçar não apenas por algum eventual ganho efetivo de espaço, mas também pelo uso do parabrisa VisionSpace, que invade a porção inicial do teto para ampliar a visão do motorista, especialmente com relação a semáforos, por exemplo.

O novo C3 traz o logo que a Citroën passou a adotar, arredondado, o que tanto pode ser visto como uma modernização como um afastamento do que a marca realmente representava. Afinal de contas, o emblema mostrava dentes da engrenagem que Andre Citroën inventou. No formato "mais moderno", a engrenagem não funcionaria.

Outra coisa que o leitor revelou a respeito do novo carro é que ele não vai substituir o antigo, como esperávamos, mas sim ser vendido ao lado dele. O C3 atual seria a versão de entrada e o novo, uma mais sofisticada. Além deles dois, chega em breve também o DS3. Pode ser que a Citroën consiga viver com três hatches no mesmo segmento, a exemplo de Volkswagen e Fiat, mas haverá espaço para isso? Esperemos.

O carro deve começar a ser vendido na Europa entre sua apresentação oficial, no Salão de Frankfurt, em setembro, e março de 2010. Os motores devem ser os mesmos usados hoje no C3, variando de um 1,1-litro a gasolina de 59 cv a um 1,6-litro a diesel de 108 cv. No Brasil, devemos continuar com os motores 1,4-litro e 1,6-litro, ambos flex, respectivamente com 82/80 cv e 113/110 cv, com álcool/gasolina.





Fonte: World Car Fans

Fiat solta primeira imagem oficial da Strada CD, a primeira picape pequena cabine dupla do mundo

Além de cuidar da integração com a Chrysler, a Fiat também está ocupada criando novos produtos, alguns dos quais são bastante inovadores, ainda que partindo de uma ideia quase óbvia. A última tacada da empresa italiana recebeu o nome que esperávamos: Strada CD, de Cabine Dupla. Essa é a primeira picape pequena do mundo com cabine dupla fabricada em série. Olha ela aí embaixo:



Alguns de vocês devem pensar que já viram outras picapes pequenas com cabine dupla, mas as de antigamente eram todos modelos transformados. As do exterior são bem maiores do que a Strada, que mede 4,46 m de comprimento, 1,74 m de largura, 1,65 m de altura e tem um entreeixos de 2,75 m.

Os motores para a nova Strada CD serão o 1,4-litro e o 1,8-litro que já equipam outras versões da picape. No exterior, ela talvez também receba versões a diesel, mas ainda não sabemos quais poderiam ser. Além da versão mais sofisticada, a Locker, haverá também uma versão de trabalho, a Working, própria para empresas e frotistas. Vai vender feito água...

Fonte: Fiat