Miura M-1 deve trazer marca de carros fora-de-série de volta à vida em 2010

Quando os importados eram um sonho distante, a melhor forma de se diferenciar no trânsito das grandes cidades era ter um esportivo fora-de-série. De todos os que foram criados, alguns dos mais desejados certamente foram os criados pela Miura. Extinta, a marca voltará a dar frutos em 2010, por meio do empresário Alexandre Rangel, do Rio de Janeiro. E a reestreia deve se dar com esse carro, o M-1.



“Estamos trabalhando no projeto desde 2004, quando observamos que o registro da marca estava vencido. Em 2005 fizemos um acordo com os antigos proprietários da marca, o que nos resultou no registro definitivo em 2007. A partir dai decidimos iniciar o projeto de relançamento do Miura”, disse Rangel ao MotorDicas.

Com chassi tubular de aço carbono e carroceria de plástico reforçado com fibra de vidro, o M-1 terá mecânica semelhante à dos últimos modelos da marca, um quatro-cilindros de 2-litros fabricado pela Volkswagen, flexível em combustível. Ele produz 116 cv com gasolina a 5.200 rpm, 120 cv com álcool a 5.250 rpm e tem torque de 170 Nm a 2.250 rpm com qualquer um dos combustíveis. O câmbio também é o mesmo usado no Golf, um manual de cinco marchas ou, opcionalmente, um automático de seis. A tração, por conta disso, é dianteira. O carro terá comprimento de 4,36 m, com um entreeixos de 2,48 m.

De maneira inteligente, Rangel optou por manter o M-1 muito parecido com os últimos modelos da Miura, para preservar a identidade do veículo e o apelo que ele terá com os fãs da marca. Estão no modelo os faróis escamoteáveis, as portas com abertura por controle remoto e o vidro traseiro envolvente, além de uma faixa dourada no para-choque dianteiro e de uma lilás no traseiro, bastante familiares para quem se lembra dos esportivos do Rio Grande do Sul. “Isso diz respeito ao neon, que foi um destaque do Miura. Neste carro, elas virão como opcionais”, disse Rangel.

Ainda assim, os próximos carros da marca devem ter desenho mais ousado, além de uma mecânica mais forte. “Optamos pelo 2-litros para manter a motorização anterior dos Miura, mas, com o tempo, planejamos investir em motores mais potentes.” Rangel pretende apresentar o primeiro protótipo do carro no ano que vem. “Ele ainda não está pronto, mas está sendo feito em parceria com a Autos Fibra (www.autosfibra.com.br) e contamos com o lançamento dele para o início de 2010.”

As vendas dependem do desenvolvimento do veículo, mas o preço já tem uma estimativa: R$ 100 mil. Esse valor inclui suspensão independente nas quatro rodas, a ar, ABS, ar-condicionado, direção hidráulica, volante escamoteável, bancos elétricos, computador de bordo com sintetizador de voz, airbag dianteiro, abertura das portas por controle remoto, interior em couro, faróis escamoteáveis de xenônio, GPS, toca-DVD, sensor de pressão dos pneus e rastreador. Sensores de estacionamento na dianteira e na traseira são opcionais.

Para comemorar o retorno da marca ao mercado, a Miura destinará as 20 primeiras unidades a uma série especial. Rangel espera produzir cinco veículos por mês. Havendo espaço para a volta dos fora-de-série, talvez outras empresas, como a Puma e a Santa Matilde, podem se animar a voltar às ruas brasileiras. Assim esperamos!















Fonte: Novo Miura

Mitsubishi lança substituto do Pajero Sport, o Dakar, sem substituição

A Mitsubishi apresentou hoje no Brasil um utilitário esportivo que ela lançou oficialmente na Rússia há pouco mais de um ano. Trata-se da nova geração do Mitsubishi Pajero Sport. A questão é que, no Brasil, a nova geração do Pajero Sport não será sua nova geração, mas um modelo de preço superior, chamado de Pajero Dakar. Com início das vendas em agosto, ele chega ao Brasil importado da Tailândia por R$ 152,99 mil.



Com 4,70 m de comprimento, 1,82 m de largura, 1,80 m de altura e 2,80 m de entreeixos, o Pajero Dakar é construído sobre a base da picape L200 Triton. Como ela é feita no Brasil, isso facilitará a nacionalização deste novo utilitário. Isso permite que ele seja rapidamente nacionalizado, o que deve torná-lo mais barato (pelo menos para a Mitsubishi). Até o motor oferecido no utilitário é o mesmo: um quatro-cilindros a diesel de 3,2 litros, 165 cv a 3.800 rpm e 374 Nm a 2.000 rpm. No exterior, o carro tem outras opções, como um V6 3,5-litros e um 2,5-litros, ambos a gasolina. O V6 também é oferecido no Brasil, mas na picape Triton.

Em termos de habilidades no fora-de-estrada, o Dakar tem ângulo de ataque de 36º, ângulo de saída de 25º, ângulo de subida de 35º e inclinação lateral de até 45°. A suspensão é independente nas quatro rodas, mas os freios a disco, não. Atrás, o utilitário usa tambores. Mal negócio em um veículo tão caro. As rodas são de aro 17", com pneus 265/65 R17.

Com opções de câmbio manual de cinco marchas ou automático de quatro (não podia ser de cinco, não?), o Dakar vem equipado, mas só em um nível mínimo para um carro nessa faixa de valor: dois airbags dianteiros (só), ABS, EBD, sensor de estacionamento, abertura das portas por controle remoto, toca-CD com MP3 e Bluetooth, computador de bordo e ar-condicionado digital. Nada demais.






Fonte: Mitsubishi

Una Bugatti per Damiano: Bugatti Brescia Type 22 é resgatada de lago para ajudar pessoas

Damiano Tamagni era um garoto suíço de 22 anos que foi pular carnaval em Locarno em 1º de fevereiro de 2008 e foi espancado até a morte. Seus pais, em vez de apenas chorarem sua perda, criaram uma fundação com seu nome para combater a violência juvenil, a Fondazione Damiano Tamagni. O que isso tem a ver com carros? Neste caso, tudo. Para funcionar, a fundação tem de contar com apoio financeiro e ela receberá um, significativo, de um respeitável senhor que passou anos no fundo do lago Maggiore, na Suíça. Surpreendentemente vivo. Seu nome? Bugatti Tipo 22 Brescia.



Ninguém tem ideia de como o precioso carro foi parar a 52 m de profundidade, mas parece que o carro foi um de três veículos encomendados por um concessionário suíço da Bugatti. Como apenas dois dos três clientes pagaram os impostos alfandegários, o que sobrou não deve ter conseguido entrar no país. Por que algum gênio achou que ele ficaria melhor debaixo d'água do que em alguma garagem é algo que escapa à nossa compreensão, mas, como se costuma dizer, Deus tem caminhos misteriosos. O fato é que o carro devia estar no lago havia mais de 80 anos, pelo menos. A primeira notícia que se tem dele é a de sua entrega, em Nancy, na França, em 11 de abril de 1925.

O Tipo 22 se originou do Tipo 12, o primeiro carro produzido em série pela Bugatti (2.005 unidades). O nome Brescia vem de uma vitória esmagadora que a Bugatti teve naquela cidade em 1921. Todos os primeiro quatro colocados eram Tipo 13. A versão que podia rodar nas ruas foi chamada de "Brescia modifiée", ou Brescia modificado.

O Tipo 13 era um carro leve (450 kg) impulsionado por um motor de quatro cilindro de 1,4 litro de capacidade (1.368 cm³, para ser mais exato). Ele gerava 40 cv a 4.500 rpm. Como a maior parte dos carros daquele tempo, o veículo era vendido apenas em parte pela Bugatti (trem rolante, com chassi, motor, transmissão e suspensão). O carro era então levado ao encarroçador, onde passava a ter bancos, portas etc. O nome do encarroçador que cuidou do Brescia submarino era Emaille, pouco conhecido, já que nunca se ouviu de outros trabalhos que ele tenha feito.

Agora o carro será restaurado (acredite, ele pode ser consertado) e vendido em leilão. O dinheiro arrecadado será dado à Fondazione Damiano Tamagni. É por isso que a operação de salvamento do carro, anunciada em novembro de 2008, foi chamada de "Una Bugatti per Damiano", nome que dispensa tradução para o português. É uma pena que o Bugatti (nem nada) possa trazer Damiano de volta à vida, mas pelo menos ele pode ajudar outros jovens a não partirem tão cedo.



As fotos abaixo nos dão uma boa ideia de como o carro deve ficar quando for completamente restaurado. Este é um Tipo 22 de 1923, dirigido pelo coronel britânico B. Austin, um homem que perdeu suas duas pernas em guerras e, sem elas, entrou em 16 corridas com o carro. Venceu 11. Isso ajudou o Reino Unido a mudar suas leis e a permitir que pessoas portadoras de deficiência pudessem dirigir. As imagens originais estão no The Annex to The Green Dragon, no Picasa e nos foram gentilmente cedidas para que pudéssemos contar essa história. Como se vê, esse carro seria nobre mesmo que não tivesse sido construído por Bugatti. É sina dele realizar grandes coisas não de um ponto de vista mecânico, mas humano.










Fonte: Una Bugatti per Damiano e The Annex to The Green Dragon no Picasa

"Estou tirando carteira agora. Que carro eu devo comprar?"

"Bem, eu estou numa dúvida danada. Eu nunca tive um carro, estou tirando a carteira agora, estou ansioso para compra carro nesta época, mas tenho muitas dúvidas.

A minha dúvida é a seguinte: posso comprar um carro de até R$ 25 mil reais, mas, dos que eu já pensei em comprar, todos têm algum senão. O VW Gol, por exemplo, é um carro excelente, tem manutenção barata, é econômico, mas é muito roubado e tem um seguro muito caro. O VW Fox eu acho feio e muita gente reclama porque ele também é roubado e não é muito econômico.

O Fiat Palio parece ser uma boa opção, embora, para a minha realidade, eu prefira um carro maior, como a Palio Weekend. O Ford Fiesta me impressionou muito porque é bonito, grande, espaçoso e cabe no meu bolso, mas eu fiquei impressionado também com o Honda Fit. Na verdade, se o Fit não fosse tão caro eu com certeza compraria ele. Ele é econômico, bonito, estiloso, tem uma boa fiabilidade mecânica, tem seguro baixo. Ele é o mais vantajoso, mas eu tenho dúvidas em comprar um carro que eu teria de financiar em quatro ou cinco anos e que tem ainda uma mecânica cara.

Na realidade, eu gostaria de uma dica de vocês. Eu converso muito, pesquiso muito, e não vou comprar um carro sem ter certeza do que eu quero. Eu não tenho pressa, apesar de estar ansioso. Mas iria me ajudar muito se vocês me dessem uma dica. Eu inclusive acho que a minha dúvida é a mesma de todo mundo que quer comprar um carro mais popular: como comprar um carro que oferece o máximo de vantagens possíveis com o mínimo de custo?

Desde já agradeço.

Leonardo Mac Franco"


Como é que você está, Leonardo, tudo certo?

Vou aproveitar sua dúvida para fazer uma recomendação aos leitores que eu sempre faço a quem está mais próximo de mim: se você está tirando carta agora, não compre, logo de cara, o carro de seus sonhos. Sua falta de experiência ao volante pode transformar a compra em algo traumático.

Veja a situação: você começou a dirigir agora e está com um carro show de bola na garagem, estalando de novo, lindo de morrer. Talvez até financiado. E vai colocá-lo no trânsito, em estacionamentos, em vagas de garagem com pilastras, vai estacionar na rua e por aí afora. Com um carro do qual você goste muito, a tendência é que você dirija mais preocupado com o veículo que com o que é realmente importante. Sem contar que qualquer raladinha, normal no começo, vai se tornar uma grande tragédia.

Tenho diversas histórias de gente que tirou carta e já quis pegar um carrinho assim, todo bacana, para aprender a dirigir, para pegar o jeito. Foi um desastre. No primeiro acidente, graças a Deus nada de grave, as pessoas já perderam a confiança e deixaram de dirigir. As que tinham financiado o carro, então, ficaram meses fazendo contas para consertar o carro e pagar o financiamento.

Se meu conselho servir de alguma coisa, o que eu recomendo à moçada que está tirando carta agora é que compre um bom carro, mas um carro do qual não sintam a menor pena. De preferência, que o comprem à vista e ainda guardem um dinheirinho para eventuais consertos. Não porque "carta nova" necessariamente bata, mas porque o bom motorista não pode ter medo de guiar. Porque ele tem de conhecer bem o carro e esse processo às vezes implica uma ralada ou outra que só a atenção e a experiência vão evitar.

Assim sendo, Leonardo, não te indico um carro novo. Compre um usado com seguro baixo, como o Chevrolet Celta ou o Fiat Mille, que é inclusive um dos melhores para aprender a dirigir pela sua grande área envidraçada. Procure por eles em lojas de locadoras, de onde eles costumam sair com ar-condicionado e direção hidráulica.

No que se refere às opções, aliás, você pode dar uma olhada nas consultas que respondi ao Henrique Carvalho e ao Wagner Santtos. Falei a você do Celta e do Mille porque são os usados mais novos mais baratos que há no mercado, mas você também pode pegar um usado mais sofisticado e mais forte, como um Honda Civic ou um Toyota Corolla mais antigos, mas nacionais. Evite os importados por conta dos custos de manutenção.

Se você ainda estiver pensando em comprar um novo, eu, no seu lugar, compraria um VW Gol do modelo novo, não do antigo. O modelo antigo, ainda que tenha fãs, era um carro com sérios problemas de ergonomia (volante deslocado para a direita, pedais para a esquerda...), além de ter seguro caro e de defender uma concepção ultrapassada, ainda que querida pelos mecânicos (motor longitudinal é mais fácil de consertar que os transversais; tem mais espaço no cofre do motor). O novo tem a base do Polo (outro carro excelente, mas prestes a mudar), é espaçoso e bom de dirigir. Também é o modelo com menos chances de mudar no curto prazo. Querendo um modelo maior, dê uma olhada no Renaut Sandero, que também é moderno, espaçoso e bom de dirigir.

Para todos aqueles interessados em uma consulta parecida com esta, gostaria de pedir que, antes de mandarem seus e-mails para ghruffo@motordicas.com.br, vocês não se esqueçam, primeiro, de buscar no site se não há consultas já respondidas que atendam a suas dúvidas.

Se não houver, não se esqueçam de me passar que tipo de uso fazem do carro, o que mais valorizam no veículo, quanto tempo pretendem ficar com ele, quantas pessoas vão transportar, em que tipo de terreno rodam (cidade, estrada, estrada de terra), se manutenção, desvalorização, seguro e consumo são fatores importantes, se querem um novo ou um usado e quanto pretendem gastar na compra.

Pode não parecer, mas perfeição não é absoluta. Para cada caso existe um modelo mais indicado. Também peço a paciência de vocês, já que o número de consultas cresceu muito e está difícil atender todo mundo.

Um abraço a todos,

Gustavo

Estradas de chão? Aí, sim, a escolha é um utilitário esportivo. Um de verdade...

"Prezado Gustavo,

Tomei conhecimento do seu blog na internet e gostei da forma direta como você responde às duvidas das pessoas, sem aquela posição 'em cima do muro' que podemos observar em outros locais. Assim, encorajo-me a lhe expor a minha situação e a lhe enviar o meu questionamento, na esperança de contar com a sua ajuda.

Estou pretendendo adquirir um veículo que nos proporcione mais conforto em viagens mais longas, assim como em viagens para locais mais "rústicos". Inicialmente usaremos bastante o carro em dois trechos: Guarapari/Brachuy e Guarapari/São Paulo. Mas temos planos, agora que estamos com mais tempo e também não temos mais filhos em casa, de fazermos uma viagem mais arrojada, provavelmente no ano que vem, até a Patagônia. Pretendemos também usar o carro para explorar alguns locais do interior do ES, MG e BA em que só se chega por estrada de chão. Dependendo da época do ano, estas estradas ficam BEM ruinzinhas.

Nós, eu e minha mulher, temos atualmente dois Corollas XEI, um 2005 e o outro 2006, que pretendemos vender para comprar o carro "novo", seja ele um modelo zero quilômetro mesmo ou um usado que esteja bem conservado. Vai depender do que encontrarmos. Aqui onde estamos agora não precisamos de dois carros, pois tudo é perto e conseguimos nos virar com um carro só, bem diferente de São Paulo. É um fator inclusive que torna desnecessário que o carro novo seja automático, pois não vamos ter quase nenhum uso urbano para o mesmo.

A minha mulher pensou inicialmente em um Mitsubishi Pajero TR4, mas eu acho que não seria muito confortável para viagens mais longas, apesar de me parecer uma boa alternativa para as estradas de chão. Eu pensei em um Toyota RAV4, que é mais para o estilo SUV sem ser muito grande. Mas me falaram que apesar de ser 4x4 é muito frágil para usar em estrada de chão. Achei o preço também meio caro quando comparado com o TR4, além de o pessoal da revenda Toyota aqui no ES ser muito ruim de jogo. Estamos um pouco perdidos.

Para completar, da minha parte gostaria também de um veículo que, dentro das condições de uso descritas acima, seja em primeiro lugar SEGURO, o mais econômico dentro do possível e fácil de manter (boa rede de oficinas e peças fáceis de achar).

Desde já agradecido pela atenção,

Roberto Torres
Guarapari - Espírito Santo"


Como você está, Roberto, tudo certo? Espero que sim.

Você é um caso típico para o qual eu recomendaria um utilitário esportivo: pretende enfrentar estradas de chão bem ruinzinhas, o que as torna praticamente off-road, não vai usar o veículo tanto na cidade, quer fazer viagens longas e precisa de um automóvel com vão-livre grande e com tração nas quatro rodas, de preferência com marcha reduzida. Só tive uma dificuldade: determinar a faixa de preço que você está disposto a gastar.

Você falou no Mitsubishi Pajero TR4, que custa na faixa de R$ 70 mil, e no Toyota RAV4, que sai por cerca de R$ 130 mil, mas que você achou relativamente caro comparado ao TR4. Vou usar, de todo modo, a referência de preço do RAV4 para podermos pensar em mais opções. E eu cheguei a duas que acho bastante interessantes, uma em veículos novos e uma em usados.

Dentre os modelos que são modernos, confortáveis, com motor pequeno e bons de off-road, o melhor atualmente à venda é o Suzuki Grand Vitara 2-litros, que sai por pouco mais de R$ 80 mil. O problema, no seu caso, será encontrar uma concessionária próxima. A Suzuki ainda não tem representação no Espírito Santo.





Em todo caso, o Grand Vitara tem marcha reduzida, bom nível de equipamentos e é bastante resistente (basta ver os que rodaram no Brasil por tantos anos sem uma assistência oficial). Também é maior e mais confortável que o TR4 por um valor não tão mais alto assim. Dizem que o modelo 2-litros é meio anêmico, mas também econômico, diante das possibilidades. O V6 3,2-litros, por R$ 120 mil, talvez seja um bom investimento.

Entre os usados, eu recomendo a você uma boa olhada nos Land Rover, em especial no Discovery 3. Há opções a diesel (para você, pode ser uma boa) e a gasolina na faixa dos R$ 120 mil. O Defender é mais barato, mas eu só o recomendo a quem vai rodar com o carro mais em estrada de terra que em asfalto. O Defender, aliás, sofre e faz sofrer quando está em estradas pavimentadas. Ele não esterça, é desconfortável, rústico e ruim de dirigir, o que muda bastante quando ele está em seu habitat. Na terra, ele sobe parede e não para em lugar nenhum.





O Discovery 3 segue o mesmo padrão no que se refere à terra, mas não ao asfalto. Ele é confortável até demais em pisos pavimentados, o que o torna não muito esportivo, mas é um senhor automóvel.

Nos dois casos, só fique atento a manutenção e custos de seguro. Cote antes de fazer sua escolha. De todo modo, utilitários têm pneus mais caros e peças mais caras. Não temos utilitários feitos no Brasil que sejam modernos o suficiente para que eu os recomende a você, só um monte de projetos ultrapassados que, infelizmente, custam pouco para fazer e têm um público grande que os garante no mercado. Enfim, cada mercado tem aquilo que merece... Por conta disso, qualquer utilitário que valha a pensa considerar terá peças importadas e será caro. Uma alternativa seria o Toyota Hilux SW4, mas só usado, já que seu preço, novo, é proibitivo. Espero que as dicas o ajudem, Roberto.

Para todos aqueles interessados em uma consulta parecida com esta, gostaria de pedir que, antes de mandarem seus e-mails para ghruffo@motordicas.com.br, vocês não se esqueçam, primeiro, de buscar no site se não há consultas já respondidas que atendam a suas dúvidas.

Se não houver, não se esqueçam de me passar que tipo de uso fazem do carro, o que mais valorizam no veículo, quanto tempo pretendem ficar com ele, quantas pessoas vão transportar, em que tipo de terreno rodam (cidade, estrada, estrada de terra), se manutenção, desvalorização, seguro e consumo são fatores importantes, se querem um novo ou um usado e quanto pretendem gastar na compra.

Pode não parecer, mas perfeição não é absoluta. Para cada caso existe um modelo mais indicado. Também peço a paciência de vocês, já que o número de consultas cresceu muito e está difícil atender todo mundo.

Um abraço a todos,

Gustavo