Jornal indiano aponta o Bajaj ULC como futuro Renault brasileiro

O próximo Renault brasileiro pode até ser o utilitário que se baseará no conceito Dacia Duster, mas o que deve fazer mais barulho não é ele, e sim o Bajaj ULC. Segundo o jornal indiano de negócios "The Hindu Business Line", o veículo, que estréia na Índia em 2011, virá para o Brasil.



Ainda não foi definido se ele será vendido sob a marca Nissan ou Renault, mas o mais provável é que a escolha recaia sobre a empresa francesa, que tem uma rede de distribuição mais ampla. O ULC vai custar cerca de US$ 3.000, ou pouco mais de R$ 6.000 na Índia. Por aqui, o preço poderia ficar nos R$ 18.000, se é que não dá para vendê-lo a um valor ainda mais baixo.

O Bajaj ULC tem sido desenvolvido pela marca indiana em parceria com a Renault e com a Nissan. A ideia é transformá-lo em um produto mundial, que se destacará mais pelo baixo consumo, na casa dos 35 km/l, do que pelo preço, que também será baixo. E a próxima escala do carrinho, depois de sua apresentação em seu país natal, certamente será o Brasil.




Fonte: The Hindu Business Line via Indian Autos Blog

"Preciso de um carro para a família e para o trabalho. Qual devo comprar?"

"Tenho R$ 60 mil para comprar um carro, mas estou numa dúvida cruel. Preciso de um carro para familia, mas tb preciso de um carro para trabalho. Tenho uma livraria e pego muitas caixas de livros.

Queria um carro que não se desvalorizasse muito, tivesse manutenção barata e baixo consumo. Fico na duvida se compro dois carros, um zero e um seminovo, ou se gasto tudo num só.

Tenho que resolver essa semana. Fiquei pensando em comprar só uma picape para aproveitar a redução de IPI. No final do ano eu compraria um outro carro para passeio, pois já tenho um Suzuki Vitara, só que ele é 1998 e não consigo vendê-lo. Queria ficar com ele só porque meu marido tem uma lancha e precisa desse tipo de carro. O que devo fazer para não investir errado o dinheiro?

Ana Paula Marques"


Boa noite, Ana, como vai você?

Quando as pessoas estão com pouco dinheiro para investir, eu costumo recomendar opções de carros que servem para trabalhar e para a família, mas isso nunca é uma situação ideal. Digo isso porque você pode ter um problema e perder, de uma vez só, o meio de trabalho e de lazer, o que não é legal. Se você puder ter dois veículos, um para cada aplicação, é melhor.

Para transportar as caixas de livros, uma picape não é o veículo mais indicado. Isso porque a carga é frágil, sensível a umidade. Se chover, por melhor que seja a proteção, há o risco de molhar os livros. O melhor é um furgãozinho, barato, mesmo, como o Fiat Fiorino, que está na faixa dos R$ 35 mil. A VW Kombi, apesar de ser uma opção barata, não é uma que eu recomende por conta da segurança.

Também convém saber que quantidades de caixa você vai transportar. Se forem muitas, compensa pegar um furgão maior, no estilo Fiat Ducato. Um deles começa em R$ 70 mil, o que inviabiliza suas intenções.

Se você está pensando em comprar um carro novo capaz de rebocar uma lancha, realmente vai ter de esperar um pouco mais. A Suzuki voltou ao Brasil e vocês podem comprar um novo. O Grand Vitara começa em R$ 83 mil. O Jimny, em R$ 55 mil. Além deles, há o Jeep Cherokee Sport, por R$ 100 mil, e outros utilitários bons de rebocar coisas pesadas, mas sempre em uma faixa superior à que você quer pagar agora. O Jimny está abaixo (pouco), mas é pequeno. Se você tiver filhos, eles vão se apertar no banco de trás.

No seu caso, portanto, Ana, eu recomendo comprar um carro de trabalho, adequado a suas necessidades, e um para a família. Coloque seu Vitara para vender por um valor justo, mas só quando você tiver juntado o suficiente para dar entrada em um veículo que atenda a sua família da melhor maneira. Não se preocupe com esse negócio de IPI. Isso virou argumento de venda, mas sem sentido. Sempre haverá uma boa promoção à vista.

Espero tê-la ajudado.

Um abraço,

Gustavo

"Qual é a melhor moto pequena do mercado, hoje?"

"Olá, boa noite. Não sei se você pode me ajudar, já que minha dúvida é sobre motos.

Pois bem, pretendo adquirir uma 'motinho' só pra ir trabalhar. devo andar uns 20 km por dia com ela, somente em vias urbanas, com poucas ladeiras, e sem garupa.

Sou motorista consciente, ando com cautela e relativamente devagar. Estou pagando consórcio de uma Sundown Hunter 100, mas, baseado em opiniões de internautas que já adquiriram o veículo, ainda fico em dúvida quanto à qualidade da moto e à relação custo/benefício.

Ouço muito dizer que é difícil encontrar peças de reposição para as motos Sundown. Ainda tem a questão da atual crise mundial e os efeitos sobre a marca Sundown. Será que a marca sobrevive à crise?

Por gentileza, se puder me ajudar, desde já agradeço.

Jelson Fabres"


Como vai, Jelson, tudo certinho? Motos não são minha especialidade, mas acho que posso te ajudar, sim.

Como são os veículos mais acessíveis do mercado, as motos estão sofrendo um bocado com a falta de crédito, mas parece que a oferta de financiamentos está voltando ao normal. Com isso, a Sundown deve retomar as vendas. Em todo caso, tanto ela como todas as empresas que usam por base motos chinesas (seja importadas já inteiras ou montadas no Brasil) estão sofrendo com a qualidade baixa. Em sendo assim, talvez seja melhor pensar em um modelo mais tradicional.



Das motos pequenas do mercado atual, uma das mais recomendadas é a Yamaha Neo. Ela é valente no trânsito, econômica, confortável e pouco visada para roubo. Honestamente, seria a minha recomendação para você, especialmente se houver alguma concessionária da marca em sua cidade. Pelo menos os cromados dela não somem, como acontece com as chinesas.

Um abraço,

Gustavo

"Entre o VW Gol e o Renault Sandero, qual oferece o melhor custo/benefício?"

"Acabei por desistir da compra do usado e resolvi encarar um novo, completo, mas popular. Qual seria o melhor custo/benefício entre um VW Gol 1.6 e um Renault Sandero 1.6? Fora eles, seria melhor esperar algum novo lançamento dentro dessa categoria que poderá surpreender?

Obrigado,

João Paulo Nery Borges de Lima"


Como vai, João? Desistiu de escolher entre VW Polo, VW Golf e Peugeot 307 usados? Um carro novo tende a dar menos preocupação com manutenção (tende, veja bem...), mas também desvaloriza mais, especialmente se você pensar em vender mais rápido.




Considerando o que você quer saber, o melhor custo/benefício, comparando VW Gol e Renault Sandero, ambos com motor 1,6-litro, não dá nem para pestanejar: é o Sandero. Isso considerando apenas o que você vai gastar e o que vai ter em troca. O VW Gol, apesar de excelente carro, vem menos equipado e não tem algo que o Sandero tem: versões.

Comprando um Sandero Privilége (o mais completo), você terá uma desvalorização menor do que se comprar um Gol 1.6 e enchê-lo de opcionais.

Como o Gol é líder de mercado há anos e o Sandero é recém-chegado, a longo prazo o VW deve reter mais valor e ser mais fácil de revender, ainda que o Sandero venha conquistando clientes pela boa oferta de opcionais, pelo enorme espaço interno e de porta-malas. Para não tomar sustos, João, veja quanto custará o seguro dos dois no seu perfil, mas é quase certo que o do Sandero sairá mais barato.

Quanto a eventuais lançamentos, o novo Polo poderia ser interessante, assim como o novo Uno, que chega no ano que vem, e o projeto Viva, da Chevrolet, que estreia no meio deste ano, mas é muito tempo de espera. Os modelos novos com menos chance de mudar são realmente o Sandero e o Gol. E, dos dois, o que tem melhor custo/benefício é o Sandero.

Boa compra!

Um abraço,

Gustavo

Tata Nano tem 203 mil reservas confirmadas; 610 mil compram formulários

Depois de um bocado de especulação, a Tata divulgou o que aconteceu durante o processo de reserva do Nano, o carro mais barato do mundo. Mais de 203 mil clientes pagaram integralmente pelo privilégio de ser um dos primeiros 100 mil a ter um destes carrinhos na garagem. Estes 203 mil candidatos estão entre as mais de 610 mil pessoas que compraram os formulários de reserva. A diferença é que elas foram até o fim. Qualquer um destes números dá a ideia exata do tamanho da demanda pelo Nano.



De todas as reservas, 70% foram financiadas. Diante de um quadro assim, a expectativas poderia ser de que a maior parte das encomendas seria para a versão mais barata do Nano, a Standard. Ledo engano. A versão Standard teve apenas 20% de interessados. A CX, intermediária, não se saiu muito melhor: 30%. Foi a versão LX, a mais sofisticada, a que teve mais reservas, ou 50% delas.

As entregas do carrinho indiano começam, por lá, depois do sorteio eletrônico que escolherá, dentre os 203 mil interessados efetivos, os 100 mil primeiros donos do Nano. Esperado para 60 dias depois do encerramento do processo de reservas, ele deve acontecer em 25 de junho. As entregas devem se estender até o final de 2010.

Deliveries will start after the computerised random selection is performed, in June 25, and will go on until the end of 2010, when the Sanand factory is ready.

Nano will have three versions in India: Standard, CX and LX. Standard, as the name states, will be the entry-level version. It will cost, in Pant Nagar, 112,735 rupees, or US$ 2,232.38, or a little above 1 lakh, or 100,000 rupees, or US$ 1,980.20, as promised. According to Tata, the car will cost 1 lakh when it leaves the factory, what, in our opinion, is not of much help for the final consumer. Anyway, Nano is still very cheap. For this vehicle, reservation price is 95,000 rupees, or US$ 1,881.19.

O Nano terá três versões, na Índia: Standard, CX e LX. O Standard, como o nome diz, é a versão de entrada. Custará, em Pant Nagar, 112.735 rúpias, pouco mais do que as 100 mil rúpias, ou 1 lakh, pelas quais a Tata prometeu oferecer o modelo. Segundo a Tata, o carro custará 1 lakh para as concessionárias, o que, em nossa opinião, refresca pouco. De todo modo, o carro continuará baratíssimo. Para essa versão, o preço de reserva era de 95 mil rúpias, pouco mais de R$ 4.000.

O Nano Standard oferece três opções de cores, bancos em um tom, apenas, e assento traseiro rebatível. Aliás, todas as unidades do Nano terão 3,10 m de comprimento, 1,50 m de largura, 1,65 m de altura e entreeixos de 2,23 m, com um motor de dois cilindros traseiro, de 624 cm³, casado com um câmbio manual de quatro marchas.

O motor gera 35 cv a 5.250 rpm e 48 Nm a 3.000 rpm, o que ajuda o carrinho de 600 kg a atingir uma velocidade máxima de 105 km/h e emitir apenas 101 g/km de CO2, com um consumo de combustível de 23,6 km/l. Com seu tanque de 15 l, o Nano tem uma autonomia de 354 km. A suspensão é independente nas quatro rodas, com McPherson na dianteira e braços arrastados atrás. As semelhanças com motocicletas chegam aos pneus, que têm medidas diferentes na dianteira e na traseira: 135/70 R12 na frente e 155/65 R12 atrás. A medida mais robusta atrás deve se dever à tração, traseira.

Não há discos de freio no carro mais barato do mundo, só tambores em todas as quatro rodas. Tendo em vista o peso e a velocidade máxima, ambos bem baixos, isso não deve ser preocupante no trânsito pesado das cidades indianas, mas pode causar superaquecimento nas estradas. Pode ser essa a razão para o período curto de garantia do Nano: 18 meses ou 24 mil km, o que acontecer primeiro.

A versão intermediária do Nano, a CX, pesa 615 kg e oferece cinco opções de cores (três sólidas e duas metálicas), tampa do compartimento do porta-malas, ventilador, aquecedor e ar-condicionado, um sistema que, em inglês, é chamado de HVAC (heating, ventilation and air-conditioning), bancos em duas cores, um assento traseiro rebatível com descansa-braço e, surpresa, servo-freio. Em outras palavras, qualquer um que reclame sobre a falta de ABS deveria tentar parar o Nano Standard sem ficar com a perna doendo em pouco tempo. Os preços do CX variam de 139,78 mil rúpias, ou mais ou menos R$ 6.200, a 160,32 mil rúpias, R$ 7.000 e uns quebrados. O preço para reservar a versão foi de 120 mil rúpias, ou pouco menos de R$ 5.400.

O Nano topo de linha, chamado de LX, pesa 635 kg e traz tudo que o CX oferece mais bancos de tecido, trava elétrica, vidros dianteiros elétricos, partes externas do carro pintadas na cor da carroceria, três opções de cores, todas metálicas, faróis de neblina, hodômetro digital, porta-copos no console central, saída de 12V e spoiler traseiro. Os preços para a versão LX vão de 170.335 rúpias a 185.375 rúpias, entre de R$ 7.500 e R$ 8.300. O preço de reserva para ela era de 140 mil rúpias, cerca de R$ 6.200.




Fonte: Tata