"Por que o carro custa mais na revenda que na internet?"

"Oi, Gustavo,

Corri a uma concessionária da Renault aqui em Brasília para ver o Renault Sandero. Confesso que pessoalmente ele é muito mais bonito que no site. Tirando aquele lance muito estranho de o estepe ficar embaixo do carro, no mais eu gostei.

Acontece que o Stepway estava por R$ 50 mil e 'faziam' pra mim por R$ 46,46 mil. Descartei, pois não quero. Tenho R$ 43 mil (estourando), pois ainda tem o emplacamento e o IPVA. O seguro até que aumentaria menos de R$ 200, pois como renovei agora o do VW Gol (que saiu por R$ 800), já estava programada.
Então, me ofereceram um Sandero Privilége por R$ 43,49 mil, completo. Mas, quando verificaram o estoque, não tinha mais. Tava parecendo brincadeira, não?

Bem, eis que 'encontram' um na cor preta, só que estava equipado com saia, aerofólio e mais algumas coisinhas. Queriam R$ 45,4 mil, mas poderia ser conversado com o gerente pra negociar. Como já eram quase 6h da tarde e o carro não estava naquela agência, e sim numa filial deles, deixamos o test-drive para outra hora.

Chegando em casa, comecei a ler mais o seu site e fiquei com uma outra dúvida ...
Primeiro, entrei no site da Renault e o mesmo carro também abaixo do preço pedido, mas o vendedor me disse que aquele preço eu não encontraria em nenhuma revenda. Aí, pensei em pegar um Sandero Expression e pedir para colocarem alguns opcionais (pelo site sairia por menos de R$ 40 mil). Não sei quanto sairia com eles.

Voltando ao seu site, vi que você gosta muito do Nissan Livina, né? Mas o preço é um pouquinho além do que disponho no momento. Além disso é importado e a manutenção deve ser cara (desculpa se falei besteira sobre carro importado).

Aí, fiquei numa outra dúvida. Usado ou zero? Sei que perderei logo que sair da agência, mas, por outro lado, será que um usado é confiável, Gustavo?

Pelo menos uma certeza já tenho, graças a você: nada de VW Fox ou CrossFox...

Lembra do que preciso? "Quero um carro que não perca muito com revenda, manutenção e seguro baratos, econômico, pequeno por fora, grande por dentro". Carro pra mulher. Entende, né?

Obrigada, mais uma vez pela atenção, Gustavo...

Abraços,

Isabelle"


Como vai, Isabelle? Desculpe a demora. Talvez você também já tenha comprado seu carro, mas sua dúvida é ótima para esclarecer as dúvidas de outras pessoas. Por que, afinal de contas, o carro, para você, custava mais do que na internet?

A tendência, Isabelle, em tempos de vendas aquecidas, é que os preços sejam mais baixos nas revendas do que na internet. Isso porque está todo mundo querendo vender um bocado e a internet permite a compra do carro pelo valor estabelecido. Se o preço na revenda não for igual ou menor que o oferecido pela internet, compre online.

Fica aqui também o alerta contra o velho papo de vendedor: esse é o último, se não levar agora, não leva mais, não tem lugar nenhum que faça esse preço... Tudo mentira, minha gente. O mais tem hoje é carro para vender e as empresas disputam a preferência das pessoas com todo tipo de vantagem. Saiba fazer valer o seu poder de consumidor.

Tendo você já decidido comprar um Sandero, ficam algumas poucas coisas a responder sobre sua consulta.

Carros usados são confiáveis sim, Isabelle, desde que tenham sido bem cuidados, que tenham tido a manutenção preventiva regulamentar. O negócio é encontrar um nessas condições.

A Nissan Livina é uma boa opção e é nacional, ainda que sua propaganda seja em japonês... O problema dela é uma economia meio porca que se nota, por exemplo, na falta de regulagem de altura do banco do motorista e de altura dos cintos de segurança. Em compensação, ela custa muito menos do que suas concorrentes.

O VW Fox e o CrossFox são modelos que vão mudar em breve. É o único motivo que me leva a não recomendá-los novos. Usados, eles também tendem a sofrer desvalorização quando o novo modelo aparecer.

Dentro de seus critérios, sua opção pelo Renault Sandero parece realmente a mais acertada, Isabelle. Boa sorte na aquisição!

Para todos aqueles interessados em uma consulta parecida com esta, gostaria de pedir que, antes de mandarem seus e-mails para ghruffo@motordicas.com.br, vocês não se esqueçam, primeiro, de buscar no site se não há consultas já respondidas que atendam a suas dúvidas.

Se não houver, não se esqueçam de me passar que tipo de uso fazem do carro, o que mais valorizam no veículo, quanto tempo pretendem ficar com ele, quantas pessoas vão transportar, em que tipo de terreno rodam (cidade, estrada, estrada de terra), se manutenção, desvalorização, seguro e consumo são fatores importantes, se querem um novo ou um usado e quanto pretendem gastar na compra.

Pode não parecer, mas perfeição não é absoluta. Para cada caso existe um modelo mais indicado. Também peço a paciência de vocês, já que o número de consultas cresceu muito e está difícil atender todo mundo.

Um abraço a todos,

Gustavo

"O que é melhor: comprar um carro 0 km ou um seminovo?"

"Prezado Gustavo,

Leio sempre sua opiniões e acho excelente! Tô precisando de sua orientação. Tenho R$ 40 mil reais para comprar um carro, que mais ficará com minha esposa. Ela gosta de carro hatch. Você nos aconselha um Renault Sandero, um Chevrolet Meriva ou outro semelhante? Gosto do Nissan Livina, do Honda Fit, mas a grana não dá...

Preciso de um carro com gasto e manutenção pequeno, e bom de dirigir. Ah, e de revenda sem muita perda, tá? Dá para comprar um Renault Sandero zero ou um Chevrolet Meriva usado. É mais negócio um carro 0 km ou um seminovo?

A Renault até ontem estava com uma promoção. Mas, como não tive a idéia de lhe escrever antes....

Mas, até no final desta semana gostaria de fazer a compra, pois estamos sem carro. É uma dúvida grande essa de comprar carro novo ou usado. E o medo de pegar um usado com problemas.... Comprando usado em uma agência será que tenho garantia?

Obrigado, amigo, espero contar com sua orientação.

Um abraço,

Eduardo Krawczyk"


Eduardo, em primeiro lugar, me desculpe por não conseguir ajudá-lo no prazo em que você precisou. É bem possível que você já tenha comprado seu carro e não precise mais dessa resposta, mas talvez ela ajude outros de nossos leitores. Espero que ela também possa ajudá-lo de algum modo.

Sua dúvida se parece bastante, em seu cerne, com a de Denys Y. Okada: o que é melhor, um usado mais sofisticado ou um modelo novo, ainda que mais simples? Tudo depende do que você espera do carro.

Se quer um veículo com confortos, como ar-condicionado e direção hidráulica, e o dinheiro não der para comprar um modelo novo com esses itens, a melhor escolha é um carro usado. A questão é que veículos usados precisam ter uma excelente procedência. Se o seu for comprado de um particular, o ideal é que ele tenha conservado o carro bem, fazendo todas as revisões em concessionária. É por isso que eu costumo recomedar carros de locadoras de veículos, que têm de manter o carro em excelente estado, para que ele continue rodando direitinho. Em agências, existe uma lei que assegura motor e câmbio por três meses, mas é preciso que a agência seja muito bem recomendada. Não compre seu carro, de jeito nenhum, em qualquer lugar. Apesar de haver gente muito boa no meio, eu já encontrei muito picareta vendendo carro alagado, batido...

O carro novo tem a vantagem de nunca ter sido usado por ninguém, mas ele desvaloriza muito só de sair da concessionária e "deixar de ser" 0 km. A desvalorização imediata pode chegar a 15%. Carro novo também não é garantia de que você não terá dores de cabeça. Basta olhar as seções de reclamação para ver muitas pessoas com carros novinhos enfrentando problemas de deixar os cabelos em pé. Em todo caso, a garantia teoricamente resolve o problema e peças são uma preocupação longínqua, dependendo de quanto você roda todos os dias. Para quem precisa do carro todos os dias, eu costumo recomendar o modelo novo.

Entre os dois modelos que você sugere, o Sandero é mais novo e tem menores chances de mudar com o tempo. Do mesmo modo que você encontrou reclamações sobre ele, a Meriva também apresenta reclamações, o que não deixa de torná-la, de um modo geral, um bom carro. Dependendo da versão que você pode comprar, o Sandero, para suas necessidades, me parece mais adequado. Espero que isso o ajude.

Para todos aqueles interessados em uma consulta parecida com esta, gostaria de pedir que, antes de mandarem seus e-mails para ghruffo@motordicas.com.br, vocês não se esqueçam, primeiro, de buscar no site se não há consultas já respondidas que atendam a suas dúvidas.

Se não houver, não se esqueçam de me passar que tipo de uso fazem do carro, o que mais valorizam no veículo, quanto tempo pretendem ficar com ele, quantas pessoas vão transportar, em que tipo de terreno rodam (cidade, estrada, estrada de terra), se manutenção, desvalorização, seguro e consumo são fatores importantes, se querem um novo ou um usado e quanto pretendem gastar na compra.

Pode não parecer, mas perfeição não é absoluta. Para cada caso existe um modelo mais indicado. Também peço a paciência de vocês, já que o número de consultas cresceu muito e está difícil atender todo mundo.

Um abraço a todos,

Gustavo

VAZOU! - Dacia Duster aparece antes da hora na internet

Acabou mais um mistério. O Dacia Duster de produção em série, desenvolvido sob o nome código H79, apareceu sem disfarces no site romeno DaciaClub.ro e já pulou para as páginas do Autos Segredos, do amigo Marlos Ney Vidal, que nos avisou sobre o segredo e nos autorizou a publicar as imagens.



Com capacidade para cinco ou sete passageiros, o H79 usaria a mesma base mecânica do Qashqai, modelo da Nissan que é cotado para ser feito no Brasil, ainda que, para entrar em um segmento de bastante volume, o Qarana pareça mais adequado.

O Dacia H79 deve realmente adotar o nome Duster e ser apresentado em Frankfurt ou, se dermos sorte, primeiro por aqui no Brasil, como já aconteceu com o Sandero. Os motores devem ser o 1,6-litro e o 2-litros, já em versão flex. Também se espera que o novo utilitário tenha tração nas quatro rodas como seu maior diferencial. E aí, o que você achou do novo carro? Opine abaixo.




Fonte: DaciaClub.ro via Autos Segredos

Fiat construirá 50 carros elétricos em Itaipu até o final de 2010

Quem acha que o Brasil está atrasado em matéria de carros elétricos talvez não saiba que o Pompéo vai estrear como veículo elétrico, que o REVAi já está à venda no país e que a Fiat fabrica modelos elétricos por aqui. Depois de andarmos no REVAi e de torcermos pelo sucesso do Pompéo, foi a vez de avaliarmos a Fiat Palio Weekend Elétrica.



A avaliação aconteceu dentro da usina hidrelétrica de Itaipu, onde o carro está sendo produzido. Aliás, já foram fabricadas 21 unidades da Palio Weekend elétrica na usina. O plano é chegar a 50 até julho de 2010. Isso faz parte da primeira fase do programa de carros elétricos da Fiat.

A segunda fase é a análise do ciclo de vida do carro. As baterias ZEBRA, fabricadas pela suíça MES-DEA, suportam 1.000 ciclos de carga e recarga. Como uma carga completa permite ao carro uma autonomia de 120 km, a vida útil da bateria poderia ser calculada em 120 mil km.

Uma bateria pesa 165 kg e leva 8 horas para ser completamente recarregada. Ao contrário das baterias de íons de lítio, ela não aceita nenhum modo de carregamento rápido, nem com um equipamento mais potente. O ritmo da bateria é esse e ponto final.

Por outro lado, as baterias ZEBRA, feitas de sais de níquel, não sofrem de efeito memória, ou seja, não perdem capacidade de carga. Podem ser colocadas de volta na tomada em qualquer situação de carga. Elas também são plenamente recicláveis, algo que não se aplica às baterias de íons de lítio. Níquel também é um material muito abundante na natureza, enquanto lítio tem reservas limitadas, boa parte delas na Bolívia.

Para funcionar, as baterias ZEBRA precisam ser aquecidas até a temperatura de 270ºC. Esse pré-aquecimento dura 24 horas, em média, mas é mantido durante toda a vida da bateria, se ela for devidamente carregada. Se for deixada muito tempo sem uso, a bateria tende a resfriar porque ela usa sua própria energia para ficar quente. Quando a carga acaba, a bateria se resfria e exige, para voltar a funcionar, uma nova carga completa. Em suma, pelo menos 24 horas de espera. Apesar de altíssima, a temperatura não atinge a carcaça da bateria.

Na Palio Weekend, o compartimento do motor traz uma unidade elétrica bem mais compacta do que um motor comum. O motor elétrico, também fabricado pela MES-DEA, pesa apenas 47 kg. A transmissão, na verdade um redutor, tem 15 kg. Com isso, a dianteira do veículo fica mais leve do que o normal.

A bateria, por outro lado, pesa 165 kg, como já dissemos, e vai instalada no porta-malas da perua. Isso altera dramaticamente o equilíbrio dinâmico, algo que a Fiat tentou compensar com uma nova calibração de suspensão. Ainda assim, fica claro que, se a marca for criar veículos elétricos para o grande público, as baterias terão de ser instaladas em outro local, para favorecer o comportamento do carro. Possivelmente em um veículo pensado para ser elétrico, não uma adaptação, como é o caso da Palio Weekend elétrica. Com isso, também se pouparia o espaço de carga, quase inteiramente perdido por conta do volume da bateria.

Em termos de desempenho, o carro acelera de 0 a 60 km/h em 9 s. A calibração foi feita para que o acelerador tenha de ser pressionado até o fim para o carro se mover. Segundo os técnicos da Fiat, o torque do motor elétrico poderia assustar motoristas desavisados, daí essa regulagem mais conservadora (e segura). O resultado, em todo caso, é um carro que dá a impressão de não acelerar muito bem.

A velocidade máxima, nestes veículos, é de 100 km/h, mas poderia chegar a 140 km/h, com prejuízo para a autonomia e carga da bateria. Em subidas, o carro sofre para manter a velocidade e, em terreno plano, ele chega aos 80 km/h sem dificuldades, mas leva um bom tempo para ir até os 100 km/h.

No painel, há apenas um mostrador, de velocidade, ao passo que, no console central, acima do rádio, fica um pequeno painel que mostra a temperatura da bateria, a voltagem, a carga e a tensão que o carro está utilizando.

O seletor de velocidades tem operação simples. Empurrar a alavanca para a frente o coloca em D, de drive, para ir com o carro para a frente. Para trás, aciona-se a ré. Ponto-morto, ou neutro, é algo que se aciona empurrando a alavanca para a direita.

O melhor aspecto do carro é seu consumo. O quilômetro rodado, com ele, tem um custo de R$ 0,05, considerando que uma carga completa custa em média R$ 6,14. O custo por quilômetro rodado de um carro a gasolina divulgado pela Fiat é de R$ 0,25, enquanto o álcool custa R$ 0,18 por quilômetro.

Se o custo para rodar é baixo, os valores das baterias e do motor elétrico ainda são proibitivos. Só eles, sem contar o carro, saem por algo em torno de 20 mil a 25 mil euros, um valor, ao câmbio de hoje, entre R$ 54 mil e R$ 67 mil. É por isso que, por ora, eles são apenas experimentais.
















Fonte: Fiat

Fiat apresenta a Strada Cabine Dupla por R$ 46,44 mil

A Fiat aproveitou o cenário majestoso da represa de Itaipu, em Foz do Iguaçu, no Paraná, para apresentar um modelo inovador ao mercado, a nova Strada Cabine Dupla. Vendida a R$ 46,44 mi, ela inova por ser a primeira picape pequena de produção em série do mundo a ter cabine dupla. Isso se você não se importar em chamar de cabine dupla um veículo apertado, mas que resolve o problema de quem precisa transportar a sogra de vez em quando. Cabines duplas, no fim das contas, nunca foram um exemplo de conforto.



A Strada Cabine Dupla chega num momento crucial, quando a picape da Fiat está prestes a enfrentar uma concorrência renovada e crescente. Além de uma nova picape baseada no Chevrolet Viva e da substituta da Saveiro, a Arena, devem chegar no mercado até o ano que vem a picape Renault Sandero e a Peugeot 207 Pick-Up, baseada no modelo que a Peugeot chama de 207 no Brasil.

Equipada com motor flex de 112 cv com gasolina e 114 cv com álcool, a Fiat Strada CD tem 4,46 m de comprimento, 1,74 m de largura, 1,63 m de altura e um entreeixos de 2,75 m. Além do motor 1,8-litro, ela terá também a opção 1,4-litro na versão Working, especial para frotistas e para exportações. A Fiat nega que trabalhe nesta versão, mas ela também negou a Cabine Dupla.

Em termos de espaço interno, a Strada CD tem quatro lugares por absoluta impossibilidade de colocar mais alguém ali atrás. Os passageiros do banco traseiro ou têm de ser pequenos ou crianças. Se passarem de 1,75 m, já complica. Não há espaço para a cabeça e, dependendo de quem dirige, as pernas têm de ir abertas. Para o consumidor, é uma opção a mais, o que sempre deve ser festejado.





















Fonte: Fiat