Koenigsegg pula fora e NLV leva o Quant à produção em série

Em março do ano passado, comentamos que a Koenigsegg pretendia ampliar sua atuação no mundo dos carros dando uma guinada. Além dos supercarros, ela faria também um cupê de duas portas enormes, asa-de-gaivota, para quatro pessoas, elétrico, o Quant. A Koenigsegg, aparentemente, abandonou o barco. Vai continuar fazendo o que sabe. Já a NLV gostou do carro e deve oferecê-lo ao mercado. A versão de produção em série deve estrear em Genebra, agora em março.



O Quant parece ser bem parecido com o modelo conceitual, que tinha 4,88 m de comprimento, 1,34 m de altura e 2,02 m de largura e 3,10 m de entre-eixos. A NLV desenvolveu as baterias que movimentam o carro. Já o sistema de recarregamento solar, apenas auxiliar, parece ter saído dos planos.

No carro-conceito, as baterias podiam ser recarregadas em 20 minutos e tinham uma autonomia de 500 km. Isso segundo a NLV, que também prometia uma performance de arrepiar: coeficiente de arrasto aerodinâmico de 0,27, dois motores elétricos no eixo traseiro capazes de fornecer 512 cv e 715 Nm desde 0, aceleração de 0 a 100 km/h em 5,2 s e máxima de 275 km/h. Com um peso bruto projetado de 1.780 kg. As rodas eram de liga-leve de aro 22", com pneus Michelin 245/35 ZR22 na frente e 265/35 R22 na traseira.

As dúvidas permanecem, mas Genebra há de dar resposta a boa parte delas.

Fonte: NLV Quant

TVR deve voltar à vida com motor V8 norte-americano

A TVR, mais conhecida do público pelo carro que John Travolta dirige no filme "Swordfish: a Senha", sumiu do mapa. A maré de azar levou embora até o ex-proprietário da empresa, Peter Wheeler, de morte morrida. Os esportivos da marca, considerados extremamente fortes, e por isso traiçoeiros, tinham motores próprios e pouco confiáveis, como costuma acontecer com veículos britânicos. Pois a empresa, agora nas mãos do russo Nikolai Smolenski, vai voltar ao mercado equipado com um motor V8 de origem norte-americana. Mas sem concessões ao desempenho: ele deve ter mais de 500 cv. No site da empresa, uma imagem do TVR Sagaris provoca os visitantes a conhecer o novo site, que deve ser lançado em breve. Já com o novo modelo.



Segundo o pessoal do site Petrol Heads, que saiu com a notícia, o novo carro terá motor V8 norte-americano para facilitar a manutenção e as vendas no mundo todo, além de reduzir custos de desenvolvimento de motor e homologação. O valor do novo esportivo deve ficar em 70 mil libras esterlinas, coisa de R$ 196 mil, ao câmbio de hoje. Isso no Reino Unido, onde o carro será fabricado.

A apresentação do novo esportivo é esperada para o Festival de Velocidade de Goodwood, no Reino Unido, com vendas logo em seguida.



Fonte: Piston Heads

Nova geração do Kia Magentis estreará no Salão de Nova York

Depois que a Hyundai apresentou o novo Sonata, era mera questão de tempo até que a Kia apresentasse sua versão do sedã médio-grande, como é tradição nas empresas, que compartilham plataformas. Pois o Sonata da Kia, que substituirá o Magentis, será apresentado ao mundo no Salão de Nova York, em abril. Em vez das fotos, o que temos são desenhos do novo sedã, que só confirmam o parentesco com o modelo da Hyundai.



Com o desenho mais limpo que caracteriza os Kia, o novo Magentis/Optima (nome dele nos EUA) não teve nenhuma informação técnica divulgada até agora, mas nós apostamos em um carro de 4,82 m de comprimento, 1,84 m de largura, 1,47 m de altura e 2,80 m de entre-eixos. Os motores, por sua vez, serão dois quatro-cilindros, um de 2,4 litros e 148 kW/201 cv, com injeção direta de gasolina, e um de 2 litros e 165 cv. As transmissões serão duas, manual e automática, ambas de seis velocidades.

Como sabemos de tudo isso? Essas são as medidas do Sonata. Já erramos algumas apostas, mas essa é uma que, a não ser por altura e comprimento, tem poucas chances de falhar. O novo carro deve começar a ser vendido nos EUA e por aqui no segundo semestre deste ano.





Fonte: Kia

Opel levará a Genebra o Flextreme GT/E, um Volt vitaminado

O Chevrolet Volt, modelo elétrico de autonomia extendida, ainda não chegou ao mercado norte-americano, mas é, de longe, a aposta mais forte da GM para os próximos anos. Tanto que seu braço europeu, a Opel, já prepara sua versão, o Ampera, que tem vendas confirmadas. Mais do que isso, a empresa mostrará em Genebra o carro-conceito Flextreme GT/E, um carrão de 4,76 m que pode chegar aos 200 km/h de velocidade máxima, dois números bem superiores aos do Volt.



Uma das explicações para o Flextreme andar mais do que o Volt é seu baixíssimo coeficiente de penetração aerodinâmica. O cx é de 0,22. Não chega a ser extraordinário, já que o Mercedes-Benz Classe E Coupé tem cx de 0,24 e produção em série, mas, se o Flextreme chegasse à produção com a mesma aerodinâmica, seria o carro mais eficiente do mundo neste quesito.

A ideia, segundo a Opel, é mostrar que o sistema Voltec pode ter aplicações não só em um modelo médio, como o Volt ou o Ampera, mas também nos maiores, como o Flextreme GT/E. Os 4,76 m de comprimento são seguidos de uma largura de 1,87 m e de uma altura de apenas 1,31 m, o que o torna quase um esportivo, não fosse o entre-eixos de 2,90 m, necessário também por conta da pouca altura.

Podemos discutir se o carro será fabricado em série ou não, mas a resposta é quase definitivamente um "sim". Isso porque a Opel se esmerou na ficha técnica. O trem de força é exatamente o mesmo do Volt, ou seja, um motor elétrico de 150 cv e 370 Nm de torque desde 0, algo que permitiria supor um tremendo desempenho, mas que quem já dirigiu o carro diz que não se reflete em sensação de arrancada. A razão mais certa para isso é a preservação da carga das baterias. Seja como for, o carro acelera de 0 a 100 km/h em 9 s. A autonomia, só com a carga das baterias, é de 60 km, e a recarga total, em tomadas de 220V, leva menos de três horas.

Quando a força das baterias acaba, entra em ação um motor a combustão de 1,4 litro que não ajuda a tracionar o carro, apenas a fornecer energia elétrica ao veículo. Segundo a Opel, com o propulsor a combustão alimentando o elétrico, a autonomia chega a mais de 500 km, com emissões de menos de 40 g/km de CO2.

Há detalhes que tornam o Flextreme GT/E ainda mais interessante, como as rodas de aro 21", com pneus 195/45 R21, e aletas de 35 cm que se estendem atrás dos extratores de ar que ficam depois dos arcos das rodas traseiras e direcionam o ar de modo a criar menos turbulência. E menos consumo de combustível.

Segundo a Opel, essa é a indicação de que haverá muito mais modelos elétricos à disposição dos consumidores. Nos EUA e na Europa. Por aqui, continuaremos a queimar gasolina e álcool durante muito mais tempo. Afinal, a desculpa, dessa vez, será que carros elétricos são muito caros para os brasileiros... É sempre a mesma.










Fonte: Opel

Bertone homenageará centenário da Alfa Romeo com o Pandion

Depois de quase desaparecer do mapa, o que seria uma perda e tanto para os apaixonados por automóveis, o estúdio de design Stile Bertone resolveu homenagear outra marca em risco de extinção, mas que comemora este ano seu centenário: a Alfa Romeo. Se vendesse carros como o Pandion, conceito criado pela Bertone para a tal homenagem, a marca do Cuore Sportivo talvez tivesse mais cem anos pela frente. E bem tranquilos.



A Bertone não se estendeu muito sobre os dados técnicos do carro em termos de motorização, mas informa que o belo cupê de laterais transparentes tem 4,62 m de comprimento, 1,97 m de largura e 1,23 m de altura. O entre-eixos, não informado, deve ser enorme, considerando as rodas em cada uma das quatro pontas do carro. O motor, também não revelado, fica na dianteira, enquanto a tração é traseira. Como todo Alfa Romeo deveria ser.

Pandion é um nome científico. Remete a Pandion Haliaetus, o falcão pescador, um animal que inspira a dianteira do carro e transforma o Cuore Sportivo em uma espécie de bico, pronto para atacar o asfalto. Que pena um carro assim não ter lugar nas linhas de produção em série... Com isso, ele terá palcos limitados onde brilhar. O Salão de Genebra, em março, e o museu da Bertone.





Fonte: Bertone