"Preciso de um carro para meus gêmeos. Qual é o melhor até R$ 32 mil?"

"Olá, Gustavo,

Veja se você pode me ajudar?

Eu e minha esposa temos um Ford Ka, ano 2007 (antigo). Moramos em Jundiaí e usamos pouco o carro, pois vou de ônibus da empresa trabalhar, minha esposa utiliza umas duas ou três vezes por semana, e às vezes vamos ao finais de semana para São Paulo.

Acontece que vamos ter nossos primeiros filhos, um casal de gêmeos, e obrigatoriamente teremos que trocar de carro. Pois, apesar de gostarmos do Ka, ele não servirá mais por falta de espaço.

Tenho uma irmã que irá comprar o Ford Ka, assim eu posso financiar a diferença, e pretendo pegar um outro carro no valor de no máximo R$ 32 mil, novo ou usado.

O que você me sugere, tendo em vista que eu não faço questão de ser um zero km, pode ser qualquer carro de no mínimo ano 2005?

Desde já obrigado. E parabéns pelo blog, muito legal.

Grato.

Abraços,

Sérgio Cristiano Vernaci"


Como vai, Sérgio? Feliz 2010, ainda que com bastante atraso, e me desculpo por isso. Vamos à sua consulta, que pode ajudar muitos futuros pais e mães.

Considerando os seus critérios, de um carro no mínimo 2005, até R$ 32 mil, que possa transportar com conforto e segurança seus dois bebês, suas opções recaem em dois tipos de veículos: minivans e peruas.

Como você precisa de espaço, uma perua pequena com grande porta-malas, como a Fiat Palio Weekend ou a VW SpaceFox, poderia ser uma boa pedida, mas eu acho que um modelo médio seria uma escolha mais interessante para você. A SpaceFox vai mudar em breve e a Fiat Palio Weekend, apesar de bem vendida, é um veículo desatualizado, mas as duas têm revenda fácil. Das duas, a que é mais interessante, por espaço interno e atualidade do projeto, é a SpaceFox.

Considerando os modelos médios, eu sou mais favorável às peruas, mas minha preferida, a Renault Mégane Grand Tour, começa em R$ 36 mil.



Uma outra perua excelente, a Toyota Fielder, é reconhecida por sua confiabilidade mecânica e é espaçosa, mas, nessa faixa de valor, é possível que você não a encontre com motor flex, um diferencial importante em tempos de combustíveis com preços tão instáveis. De todo modo, ela é uma boa opção, e está na faixa de valor que você está procurando.



As minivans são mais versáteis, mas piores de dirigir. Nesse segmento, você poderá encontrar Chevrolet Zafira, Citroën Xsara Picasso e Renault Scénic.








Todas elas estão ameaçadas de sair do mercado ou de mudar em pouco tempo por estarem muito desatualizadas. De todo modo, como você comprará uma usada, o risco de sofrer com desvalorização é menor.

Dentre elas, a que tem mercado mais fácil (e que oferece mais espaço) é a Zafira, mas ela é beberrona, algo que melhorou com o novo motor 2-litros.

A Citroën Xsara Picasso oferece um bom pacote de opcionais e excelente porta-malas, mas sua manutenção, especialmente no que se refere a seus módulos eletrônicos, não é das mais baratas.

A Renault Scénic não se destaca em nada a não ser no fato de ter a oferta de motor flex na faixa de preço que você quer comprar. Das opções com motor 1,6-litro, ela é a que tem melhor desempenho, uma preocupação que você deve ter para fazer ultrapassagens mais seguras.

Dentre as opções que eu lhe apresentei, por uma questão de compromisso, eu consideraria VW SpaceFox, Toyota Fielder e Renault Scénic. Avalie os três modelos e escolha o que se encaixar melhor em suas necessidades.

Para todos aqueles interessados em uma consulta parecida com esta, gostaria de pedir que, antes de mandarem seus e-mails para ghruffo@motordicas.com.br, vocês não se esqueçam, primeiro, de buscar no site se não há consultas já respondidas que atendam a suas dúvidas.

Se não houver, não se esqueçam de me passar que tipo de uso fazem do carro, o que mais valorizam no veículo, quanto tempo pretendem ficar com ele, quantas pessoas vão transportar, em que tipo de terreno rodam (cidade, estrada, estrada de terra), se manutenção, desvalorização, seguro e consumo são fatores importantes, se querem um novo ou um usado e quanto pretendem gastar na compra.

Pode não parecer, mas perfeição não é absoluta. Para cada caso existe um modelo mais indicado. Também peço a paciência de vocês, já que o número de consultas cresceu muito e está difícil atender todo mundo.

Um abraço a todos,

Gustavo

Mercedes-Benz CLS 2011 começa a emergir. Literalmente

A Mercedes-Benz mostrou em Detroit, oficialmente, o novo Classe E Cabrio, baseado no belíssimo cupê da marca, mas, como esse carro já havia sido mostrado em fotos, a surpresa não foi tão impactante. O que chamou mesmo a atenção do público que entende de carro no salão norte-americano foi algo que deveria ser mero elemento decorativo. Uma escultura de um carro emergindo do chão, como se tivesse brotado. A questão é que esse veículo realmente existirá. Será a nova geração do CLS, o primeiro cupê de quatro portas do mundo.



O novo CLS deve ser pouca coisa maior que o modelo atual, mas também deve ser mais leve, seguindo a tendência de menos peso e mais economia de combustível. Falando nele, os motores do carro devem ser a gasolina e a diesel, com uso de turbocompressor em alguns deles para melhorar a potência e o consumo. Haverá também um híbrido, como o S400 Hybrid. O câmbio será o 7G-Tronic, excelente automático de sete marchas da marca alemã.





Fonte: Mercedes-Benz

VAZOU! - Ford Fiesta é flagrado no Piauí

O MotorDicas vai começar 2010 com o pé direito. Graças à ajuda de Tonhares Bruno e Brunno Araujo, nossos leitores de Teresina, no Piauí. Os dois flagraram a nova geração do Ford Fiesta rodando em sua cidade. O carro, que deve começar a ser vendido por aqui ainda este ano, importado do México, estava em testes de tropicalização.



"Nós flagramos o carro dia 3 de dezembro na rua Ministro Lopes, paralela à avenida Frei Serafim, por trás de uma concessionária da Ford, a Antares Veículos. Infelizmente só ficou boa essa foto. As outras apagamos, pois ficaram totalmente sem nitidez. Eram três carros, dois hatches e um sedã, todos do mesmo porte, com a mesma frente e as mesmas rodas", disse Bruno ao MotorDicas.

Com 1,47 m de altura, 1,72 m de largura e 2,49 m de entre-eixos, os novos Fiesta hatch (4,07 m de comprimento) e Sedan (4,41 m) são fabricados no México, em Cuautitlán Izcalli, o que facilita sua importação antes que eles sejam fabricados em Camaçari, na Bahia. Outro ponto facilitador é o motor 1,6-litro de ambos, o mesmo que equipará o novo Focus[bb] 1,6-litro, o Sigma. Nos EUA, ele rende 121 cv a 6.000 rpm e 148 Nm a 4.250 rpm, mas aqui ele apresentará 116 cv (etanol) a 5.500 rpm e 109 cv (gasolina) a 6.250 rpm, enquanto o torque será de 160 Nm (etanol) e 151 Nm a 4.250 rpm. O câmbio é o mamual automatizado PowerShift, de seis marchas.

Pode até ser que o Fiesta só comece a ser vendido em 2011, com produção nacional, mas seria uma grande comida de bola da Ford. Tomara que ela não incorra nesse erro.

Fonte: Tonhares Bruno e Brunno Araujo

Audi leva e-tronzinho a Detroit. Mas pode chamar de R4

Carros-conceito, como se sabe, não servem apenas para mostrar novas tecnologias. Ultimamente, seu objetivo principal tem sido antecipar novos produtos. Não sabemos se foi para esconder isso ou se foi simples falta de criatividade, mas a Audi levou ao Salão de Detroit um novo conceito elétrico, semelhante ao mostrado em Frankfurt e Los Angeles. A semelhança, vale dizer, se restringe à proposta elétrica e esportiva e ao nome, e-tron para todos. Só que o e-tron de Detroit é 33 cm menor que o de Frankfurt, que se baseia no R8 (3,93 m, contra 4,26 m do alemão). O de Detroit não se baseia em ninguém. Ele antecipa o R4, esportivo pequeno que a Audi deve lançar em 2012. Talvez antes.



O novo carro não traz quatro motores elétricos, como o de Frankfurt. Só traz a mesma potoca que a marca contou no salão alemão, ao dizer que o e-tron tinha 4.500 Nm de torque. A medição foi nas rodas, não no motor, como é padrão na indústria. Se fosse feita do modo tradicional, o carro teria 680 Nm. O R4, digo, o e-tron de Detroit tem motores elétricos (dois) só para as rodas traseiras e desenvolve 204 cv. O torque, segundo a Audi, é de 2.650 Nm. Sabendo do episódio com o e-tron anterior, fizemos as contas. Elas deram 400 Nm.

Com 1.350 kg (só as baterias pesam 399 kg), o e-tronzinho vai de 0 a 100 km/h em 5,9 s e atinge a máxima de 200 km/h, para garantir uma autonomia de 250 km (não a essa velocidade, diga-se de passagem).

O R4 terá motores a combustão tradicionais, mas também deve apresentar uma versão totalmente elétrica, assim como o Mercedes-Benz SLS eDrive. Ela só deve chegar por volta de 2015, o que não nos impede de conhecer o carro desde já. Se podemos arriscar o palpite, ele deve ser bem parecido com o e-tronzinho de Detroit.



























Fonte: Audi

Chrysler Delta, um Lancia para os EUA. E Brasil

A Fiat, que atualmente controla a Chrysler, resolveu levar a Detroit um Lancia Delta, baseado em nosso futuro Fiat Bravo (futuro aqui, passado na Europa... bem passado). Com emblema da Chrysler, o carro seria apenas um "estudo de sinergias", para ver como o público norte-americano reage ao hatch médio. No site oficial da Chrysler, não há uma linha sequer sobre o veículo ou planos para ele. Nada. Só as fotos. Das duas, uma: ou o carro era só para enfeitar o estande, o mais provável, ou a Fiat está escondendo o ouro. Afinal de contas, um hatch médio não serviria à Chrysler apenas nos EUA, mas também no Brasil.



Com 4,52 m de comprimento, 1,80 m de largura, 1,50 m de altura e 2,70 m de entre-eixos, o Lancia Delta só usa motores turbinados, a gasolina e a diesel. Entre os a gasolina, os únicos que poderiam vir para o Brasil, estão o 1,4-litro T-JET e um 1,8-litro T-JET com injeção direta de combustível. Os a diesel são de 1,6, 1,9 e 2 litros. As transmissões são todas de seis marchas. Há três opções: manual, manual automatizada e automática.

Se a ideia de engenharia de emblema (badge engineering) colar, a Chrysler pode usar o Delta para ampliar seus volumes de vendas em mercados importantes, como o Brasil, e ainda ajudar a Lancia a ampliar sua produção, até porque os Lancia são bem equipados como os Chrysler. O maior problema é o custo de importação do carro da Europa, que pode não compensar. Seja como for, o fato de a ideia dos Lancia-Chrysler ter uma prova concreta aponta novidades. Basta esperar.






Fonte: Chrysler