Dacia (Renault) revela a versão de produção do Duster, o anti-EcoSport

Os dias de moleza do Ford EcoSport acabaram. Eis aqui as primeiras imagens oficiais da versão de produção em série do Duster, o utilitário pequeno que a Renault venderá no mundo todo. Em alguns cantos, como Dacia, marca romena controlada pelo grupo francês. Em outros, como aqui no Brasil, como Renault, mesmo.



O Duster tem 4,31 m de comprimento, 1,82 m de largura e será vendido em versões 4x2 (tração dianteira) e 4x4. Os motores, na Europa, serão o 1,6-litro 16V a gasolina que já equipa Logan, Sandero e Mégane e dois a diesel, com 85 cv e 105 cv. No Brasil, a versão a diesel só poderia ser vendida se viesse com marcha reduzida ou algum sistema eletrônico que o simule (Quem sabe? A Mercedes-Benz conseguiu isso com o Classe M...). Versões flex são certeza, por aqui. Também podemos esperar por um modelo 2-litros. O porta-malas terá 475 l. Espere por mais informações nas próximas horas.












Source: Dacia

Mitsubishi revela o verdadeiro nome do Concept cX: RVR

Quando a Mitsubishi revelou o Concept cX em 2007, no Salão de Genebra, havia no ar a certeza de que o carrinho seria fabricado em série. Dois anos depois, a empresa japonesa confirmou que o crossover sairá do forno, mas em uma carroceria diferente, mais próxima da de veículos de produção atualmente à venda, como você poderá ver abaixo, nas primeiras imagens oficiais do cX, ou melhor, do RVR, nome que o novo automóvel receberá no Japão, o primeiro lugar onde ele será colocado à venda. Exatamente três anos depois da primeira aparição do cX, ou seja, em março de 2010.



O RVR terá cerca de 4,3 m de comprimento e um entre-eixos de 2,52 m, o que o tornará o menor crossover da Mitsubishi, semelhante a Nissan Qashqai, Dacia Duster (futuro Renault brasileiro) e o veículo que será feito sobre a base do novo Ford Fiesta. Será o sucessor do EcoSport, provalvemente com o mesmo nome.

A força do novo crossover virá de um motor de quatro cilindros e 1,8 litro, MIVEC, internamente conhecido como 4B10, com 1.798 cm³ e capaz de gerar 105 kW a 6.000 rpm e 177 Nm a 4.250 rpm. Não se fala em que rodas impulsionarão o RVR usará, mas é bem possível que o carro tenha tração integral permanente. Versões mais baratas poderão ter tração apenas na dianteira, para reduzir custos. O RVR será vendido no mundo todo, possivelmente a partir do segundo semestre de 2010.



Fonte: Mitsubishi

Volkswagen apresenta primeiras fotos e detalhes da Amarok

Amarok é um nome estranho para qualquer coisa, incluindo uma nova picape média, a primeira da Volkswagen, mas o veículo em si não é nada estranho, especialmente para suas competidoras. Comecemos pelo que é mais visível: o estilo do novo veículo, que será montado exclusivamente em Pacheco, na Argentina. Pelo menos por enquanto.



A primeira opção de carroceria para a Amarok será a cabine dupla. A cabine simples também será oferecida, mas sua apresentação acontecerá apenas na primeira metade de 2010. Como as vendas da picape também só devem começar mais ou menos nessa data, é bem possível que as duas opções de carroceria estejam disponíveis desde o princípio. Mas a Amarok oferecerá muito mais do que isso em relação a opções.

Os motores serão as menores unidades turbodiesel do mercado de picapes médias. Ambos serão baseado no quatro-clindros de 2 litros. O modelo de entrada renderá 122 cv e 340 Nm a 2.000 rpm. A versão mais forte, por sua vez, terá 163 cv e incríveis 400 Nm a baixos 1.500 rpm. A Volkswagen ainda não menciona, mas certamente oferecerá também um motor flexível em combustível, de ciclo Otto, para a picape, uma opção extremamente importante no mercado brasileiro, onde o etanol desempenha um papel de bastante relevância. Essa versão flexível provavelmente será oferecida na versão mais barata da picape, ou seja, na cabine simples. Dependendo da demanda, uma cabine dupla também pode incluir essa opção.

Haverá três níveis de acabamento. O básico, sem nome, não terá quase nada. Na verdade, nem os para-choques terão tinta. Vidros, travas e retrovisores terão comando manual. As rodas, de aro 16", serão feitas de aço. Será um veículo de trabalho, sem procurar ou oferecer nenhum tipo de luxo ou conforto.

A versão Trendline, intermediária, será bem mais sofisticada. Ela terá vidros, travas e retrovisores elétricos, os para-choques serão pintados na cor da carroceria e outros equipamentos, como ar-condicionado, toca-CD, controlador de velocidade, rodas de liga-leve de aro 16" e faróis de neblina serão de série.

No topo da cadeia estará a versão Highline. Além do que a Trendline oferecerá, ela terá capas de retrovisores cromadas, alargadores de para-lamas, para as rodas de liga-leve de aro 17", painel com cores contrastantes e sistema de ar-condicionado digital Climatronic.

A Volkswagen diz que todas as unidades da Amarok virão com ABS, ASR e EDL (Eletronic Differential Lock, bloqueio eletrônico de diferencial, semelhante ao sistema Locker, da Fiat), mas não achamos que esses equipamentos estarão em todas as versões. Pelo menos não nos mercados sulamericanos. Como sempre, é uma questão de custos...

No que se refere às opções de tração, haverá três: traseira, nas quatro rodas engatável, para quem realmente vai encarar terrenos difíceis, e integral permanente 4Motion, para quem vai dirigir a picape apenas no asfalto.







Fonte: VW

Nova geração do Audi A8 é apresentada em Miami

A Audi escolheu uma maneira diferente de apresentar a terceira geração de seu sedã topo de linha, o A8. Em vez de mostrá-lo em um salão de automóveis, ela decidiu mostrá-lo em um evento de design, o Design Miami, um nome que revela tanto o objeto quanto a localização da tal feira, de modo conciso. A Audi, por outro lado, gastou páginas e páginas para descrever seu novo automóvel. Vamos ser bem mais sucintos, por aqui, mas, primeiro, espiemos o carro.



O novo A8 foi construído sobre a arquitetura ASF (Audi Space Frame), que se apoia basicamente no alumínio para produzir uma carroceria muito rígida, mas bastante leve. Apesar de ser maior do que o A8 anterior, sua carroceria é 6,5 kg mais leve. E por grande você pode entender quase 10 cm a mais de comprimento. O novo A8 tem 5,14 m de comprimento, 1,95 m de largura, 1,46 m de altura e um entre-eixos de 2,99 m. A maior parte do ganho de tamanho pode ser creditado a essa última medida, o que se reflete em um carro mais espaçoso.

No que se refere ao coração do carro, haverá, de início, três opções: dois V8, um a gasolina e um a diesel, e um V6 turbodiesel. O 4,2-litro V8 a gasolina entrega 372 cv e 445 Nm, enquanto o a diesel, também 4,2-litro V8, produz 350 cv e incríveis 800 Nm. O 3-litros V6 atinge 250 cv e 550 Nm, mas, no futuro, haverá uma versão mais "fraca", de 204 cv.

Todos os motores poderão usar a nova transmissão Tiptronic de oito velocidades, semelhante às já usadas pela Lexus e pela BMW. Uma suspensão pneumática, ajustável ao jeito como o carro é conduzido, completa o pacote de informações relevantes do novo A8. Todo o resto se refere a novos sistemas de som e navegação. Algo que quem lê o MotorDicas conhece como "perfumaria". Quando dirigirmos o novo carro, poderemos falar alguma coisa sobre esses itens.


































Fonte: Audi

Nunca venda um carro novo recém-comprado

"Prezado Gustavo,

Li seu blog a respeito de dicas de automóveis e achei bem interessante.

Bom, sou professor universitário e estou interessado em comprar um automóvel mais confortável na hora de viajar. Possuo um VW Gol 1.6 (2009 - modelo novo; sem direção e sem ar-condicionado) e uma Parati (1999) parada que pretendo trocar com o Gol por um automóvel mais confortável.

Em relação ao Gol, gosto muito do carro. Na estrada ele é excelente para ultrapassar, mas não é nada confortável depois de certo tempo no veículo, ainda mais sem os opcionais.

Minha dúvida é a seguinte: pretendia comprar um Chevrolet Astra, mas li seu blog e percebi que não é uma boa opção no momento, devido a outros modelos que estão entrando no mercado. No VW Golf, o seguro é fora do padrão; no Gol Power estou pensando, no entando acredito que o conforto interno não deva mudar nada em relação ao meu veículo, mas o ar-condicionado ajudaria muito.

Pretendo fazer essa troca antes do aumento do IPI. Portanto, na faixa de preço entre R$ 40 mil a R$ 45 mil, você teria alguma sugestão?

Utilizo o meu carro em estradas (500km/semana), não carrego mais nenhuma pessoa no veículo e o seguro e manutenção são quesitos fortes na hora da compra de um automóvel; pretendo ficar com esse próximo veículo por um periodo maior de tempo.

Agradeço a atenção
Walter Cavalcante"


Walter, seu caso é muito interessante por uma questão: você tem um carro novo em folha e pretende trocá-lo por outro porque o seu veículo atual não atende a suas expectativas. Note que são expectativas que você poderia ter antecipado, ou seja, que você reclama da falta de direção hidráulica e de ar-condicionado, itens com os quais você já poderia ter comprado o veículo.

Minha recomendação, no seu caso, seria não vender o carro novo. Como eu sempre falo aqui no MotorDicas, a compra de um veículo novo só compensa se você for ficar com ele por mais de dois anos, pelo menos. O ideal são três anos. Isso porque, só de sair da concessionária, o carro já perde algo em torno de 20% do valor. Esse índice pode ser ainda mais alto por um motivo simples: podendo comprar um carro novo financiado a taxas baixas e com desconto e o seu veículo, já usado e à vista, qual você acha que o comprador preferirá?

Assim, o que você poderia fazer seria manter o Gol para andar na cidade, ou como um carro para alguém que use pouco, e usar a Parati como entrada em algum outro veículo. E vai ser uma negociação complicada, uma vez que a Parati anda com seguro pela hora da morte e deve ter revenda difícil.

Se você optar mesmo por trocar os dois carros em um novo, prepare-se para perder um bocado de dinheiro na negociação. E para, numa futura compra, fazer um planejamento maior, que evite a venda do carro seminovo.

Na faixa de valor que você quer comprar, dos R$ 40 mil aos R$ 45 mil, as opções são muitas. Compactos premium, entre os quais há agora o Chevrolet Agile, hatches médios, sedãs, minivans... Leia as consultas que já existem sobre eles. Um dos modelos mais confortáveis que eu conheço é o Nissan Tiida, que tem bancos dianteiros bem largos. Se você não tem pretensão de vender o carro rápido como fará com seu Gol, o Astra pode ser uma opção interessante, também. Espero que isso o ajude, Walter.

Para todos aqueles interessados em uma consulta parecida com esta, gostaria de pedir que, antes de mandarem seus e-mails para ghruffo@motordicas.com.br, vocês não se esqueçam, primeiro, de buscar no site se não há consultas já respondidas que atendam a suas dúvidas.

Se não houver, não se esqueçam de me passar que tipo de uso fazem do carro, o que mais valorizam no veículo, quanto tempo pretendem ficar com ele, quantas pessoas vão transportar, em que tipo de terreno rodam (cidade, estrada, estrada de terra), se manutenção, desvalorização, seguro e consumo são fatores importantes, se querem um novo ou um usado e quanto pretendem gastar na compra.

Pode não parecer, mas perfeição não é absoluta. Para cada caso existe um modelo mais indicado. Também peço a paciência de vocês, já que o número de consultas cresceu muito e está difícil atender todo mundo.

Mais uma coisa, moçada: mandar sua pergunta como comentário não vai ajudar. Os comentários servem para vocês trocarem ideias entre si. Se a pergunta for uma consulta, siga as vias estabelecidas, ou seja, e-mail.

Um abraço a todos,

Gustavo