O que o Qazana e o Duster têm em comum? Mais do que você poderia supor

Dê uma boa olhada nos dois carros abaixo e responda: o que o Nissan Qazana e o Dacia Duster, duas das maiores atrações do Salão de Genebra deste ano, têm em comum?




Se você acha que eles não têm nada a ver um com o outro, está bem enganado. Eles têm. Apesar de suas versões de produção em série serem provavelmente muito diferentes, eles devem ser muito semelhantes se vistos por baixo, uma vez que devem dividir a mesma plataforma, a B0.

A plataforma B0 é uma versão simplificada da plataforma B, a mesma usada pelo Renault Modus e o Nissan Tiida. Em outras palavras, as duas plataformas podem ser construídas em uma mesma fábrica com pequenas diferenças (reforços estruturais a mais, segundo a Nissan), tão pequenas que apenas um especialista seria capaz de diferenciar uma da outra.

É por isso que a Nissan Livina foi recentemente apresentada no Brasil, país onde já são fabricados o Logan e o Sandero, ambos sob o emblema da Renault. Como a Nissan ainda não tinha um carro de passeio brasileiro, só uma picape, a Frontier, ela aproveitou o fato de a plataforma B0 ser usada no Brasil e construiu aqui seu primeiro carro. Que não será o último.

O Dacia Duster foi bastante esperado porque ele antecipa o utilitário pequeno que será produzido e provavelmente lançado primeiro no Brasil, como aconteceu com o Sandero. Isso se deve ao fato de a Ford ter sido a primeira empresa a oferecer um utilitário compacto no Brasil, o EcoSport. Ele usa a plataforma do Fiesta vendido no país e vende como pãozinho quente por ser a única opção do segmento em uma faixa de preço mais acessível. A Renault claramente quer uma fatia deste mercado. Aparentemente, a Nissan também.

Como a versão de produção em série do Duster deve ser feita no Brasil, o Qazana também pode ser feito aqui. Seria algo fácil e rápido de fazer, oferecendo um carro que se encaixa perfeitamente em um segmento de mercado que não pára de crescer. E faz isso em um dos únicos mercados automotivos do mundo a não ser tão duramente atingidos pela crise financeira mundial. Não é um raciocínio maravilhoso, para a Nissan?

Os dois veículos têm medidas bastante diferentes, o que pode dar a impressão de que eles não dividem a plataforma. O Duster tem 4,25 m de comprimento, 1,50 m de altura, 1,64 de largura e um entreeixos de 2,80 m. O Qazana, por outro lado, tem 4,06 m de comprimento, 1,57 m de altura, 1,78 m de largura e um entreeixos de 2,53 m. Algumas revistas dizem que ele usará a futura plataforma A, que será aplicada à nova geração do Nissan Micra, mas considerando que o Micra atual usa a plataforma B, mantemos nossa aposta de que o Duster e o Qazana terão a mesma plataforma. Podemos estar errados, mas não achamos que estamos.

Continue a comparar os dois carros abaixo. Eles podem parecer bem diferentes, mas certamente serão gêmeos siameses. Onde um for, o outro também estará.
















Fonte: Nissan e Renault

"Quero fugir do aumento do IPI: Renault Symbol ou VW Voyage?"

"Olá! Venho pedir uma valorosa sugestão: estou com dinheiro para comprar um carro agora até o fim de março para pegar a redução do IPI. Cogitei o novo VW Voyage 1.6 completo (R$ 39,5 mil) ou o novo Symbol, da Renault. Queria uma orientação de qual é a melhor compra e a mais segura, ou seja, mesmo sendo de categorias diferentes, compensaria pagar um pouco a mais pelo novo Renault, ou o novo Voyage, por esse preço, seria a melhor compra ou uma boa compra?

Com certa urgência, agradeço desde já o retorno.

Atenciosamente,

Carla Mundim Amâncio"


Como você está, Carla, tudo certo?

Em primeiro lugar, vamos falar dessa ansiedade em que todo mundo está com a questão do IPI. Tudo, mas tudo mesmo, indica que o governo prorrogará o desconto no imposto. Considerando o quanto a política é imprevisível, pode ser que haja uma reviravolta no meio do caminho, mas tanto o governo quanto as montadoras estão usando a iminência do fim deste desconto como argumento de vendas. Cuidado, portanto, com a ansiedade. Pode ser que todos estejam correndo à toa. Em todo caso, como você tem o dinheiro na mão, é melhor comprar agora, mesmo.

Feita a ressalva, vamos ao que interessa. Você está na dúvida entre VW Voyage e Symbol. A principal delas é considerar o Voyage e o Symbol como pertencentes a categorias diferentes. Não são, Carla. Os dois são sedãs compactos. A diferença é que o Voyage tem uma versão com motor 1-litro, enquanto o Symbol só é vendido como motor 1,6-litro, o que o coloca apenas no segmento premium deste mercado.

Assim, ambos têm a mesma medida de entreeixos, 2,47 m, mas o Voyage tem espaço interno superior, especialmente para a cabeça. Em termos de porta-malas, o do Symbol é superior, com 506 l contra 480 l. É uma diferença relativamente pequena. Assim, se você precisa de mais espaço no porta-malas, a escolha recai sobre o Symbol. Se carregar gente alta no banco traseiro, o Voyage é melhor.



Em termos de equipamentos, o Symbol se destaca por trazer a maioria de seus itens de série, como ar-condicionado e direção hidráulica. No Voyage, a maior parte dos equipamentos é opcional e opcionais, na hora da venda, não costumam integrar o valor de tabela do carro. Em outras palavras, todo investimento que você fizer neles tende a se perder. Se essa é uma questão que lhe aflige, especialmente se você não for ficar pelo menos dois anos com o carro, o Symbol oferece uma escolha mais adequada.


A melhor escolha, Carla, vai ser a que melhor a atender em diversos aspectos. Você carrega gente alta no banco traseiro? Precisa de porta-malas grande? Quer um carro econômico? Precisa de um veículo com seguro baixo? Pretende ficar muito tempo com o carro? Pese todas as questões, cote o seguro dos dois com o seu perfil e, mais do que tudo, faça um test-drive nos dois. Como a compra de um carro é uma decisão importante, o melhor para você é o que vai deixá-la mais satisfeita na hora de dirigir, de pagar as contas e de olhar para sua garagem. Comprar um carro que você ache feio só porque ele é melhor não é algo que compense.

Tomara que você faça uma excelente compra. Boa sorte na decisão.

Um abraço,

Gustavo

Toyota exibe em Florianópolis as versões a gasolina do SW4

A Toyota costuma ser um bocado lenta em suas decisões, mas nunca dá ponto sem nó. De olho no crescente mercado de utilitários com motor a gasolina, a empresa acaba de apresentar duas versões movidas por esse combustível: a 2,7-litro SR, com tração traseira, e a 4-litros V6 SRV, que tem tração nas quatro rodas.



O motor 2,7-litros é de quatro cilindros e gera 158 cv a 5.200 rpm, com excelente torque de 240 Nm a 3.800 rpm. Se ele lida bem com os até 1.770 kg do utilitário é uma outra questão, ainda por responder. Com câmbio manual, o novo SW4 SR custa R$ 119,7 mil. Com o automático, de quatro velocidades, sai por R$ 124,3 mil.

O motor 4-litros V6, por sua vez, produz 238 cv a 5.200 rpm e 376 Nm a 3.800 rpm. O preço para esta versão, que só vem com câmbio automático, é de R$ 156,8 mil.












Fonte: Toyota

Italdesign Giugiaro Frazer-Nash Namir: híbrido ou elétrico?

A Italdesign anunciou em fevereiro que sua maior atração para o Salão de Genebra seria o híbrido mais veloz do mundo. Ele deveria se chamar Frazer Nash, mas, a bem da verdade, ele tem um nome bem mais comprido. É Italdesign Giugiaro Frazer-Nash Namir (tigre, em árabe).



A resposta pode variar, mas nós achamos que chamá-lo de híbrido não seria correto. O esportivo de 4,56 m de comprimento não usa seu motor Wankel de 814 cm³ para rodar, mas só para carregar suas baterias, que também podem ser carregadas em uma tomada comum.

O Namir tem 1,19 m de altura, 1,97 m de largura e um entreeixos de 2,63 m. Tem lugar para motorista e passageiro, com bancos-concha e rodas de aro 20” que vestem pneus 245/40 R20 na frente e 275/40 R20 atrás. Com o motor a gasolina em operação, o Namir é capaz de percorrer 39 km com um litro de combustível e emite menos de 50 g/km de CO2.

Com um peso total de 1.450 kg, ele pode acelerar de 0 a 100 km/h em 3,5 s e atinge uma velocidade máxima de mais de 300 km/h. Isso pode ser creditado ao sistema de propulsão criado pela Frazer-Nash. É isso mesmo: a empresa britânica não desapareceu, só parou de produzir carros, dedicando-se a outros segmentos de atuação automotiva.

O Namir usa quatro motores elétricos que produzem 367 cv (270 kW). Eles não são instalados nas rodas, mas sim nos eixos. É uma pena, uma vez que isso representaria uma enorme economia em peso e peças, mas o carro continua extraordinariamente rápido. Seria legal se essa velocidade no asfalto fosse a mesma para ele atingir a produção em série, ainda que limitada.











Fonte: Italdesign

Protoscar Lampo foi uma das estrelas elétricas de Genebra

Em janeiro falamos pela primeira vez sobre o Protoscar Lampo. Ele era um conversível suíço com dois lugares e dois motores elétricos, produzidos pela BRUSA, um em cada eixo do carro. Ambos produzem 440 Nm de torque de 0 a 5.000 rpm. O que não tínhamos na época era uma aparência oficial. Agora temos.



O Lampo tem 4,32 m de comprimento, 1,87 m de largura, 1,20 m de altura e um entreeixos de 2,42 m. Ele pesa 1.650 kg e usa rodas de aro 18”, com pneus 245/45 R18. Capaz de atingir a maxima de 200 km/h e de acelerar de 0 a 100 km/h em 5 s, o carro é movido apenas por eletricidade. Suas baterias levam 12 horas para recarregar numa tomada comum e podem dar ao carro uma autonomia de 200 km.

Como havíamos dito antes, o carro não será fabricado em série, o que certamente frustrará todos os seus fãs. Especialmente agora, com uma cara da qual sentir saudades.












Fonte: Protoscar