"Conceitos" da Ford usam peças do novo Ford Fiesta

Segue aqui um teste de observação a você, leitor. Olhe as fotos abaixo e responda: o que estes carros têm em comum? Obviedades, como são Ford ou são conceitos, não valem.





A resposta é que eles antecipam ou anteciparam a nova geração do Ford Fiesta. O Verve, o modelo vinho, foi o antecessor do modelo na Europa, onde ele já está à venda, enquanto os Ka Beauty (o verde, conversível) e Beast (o laranja e preto) são os antecessores dele no Brasil. Note que os Ka-conceitos trazem retrovisores idênticos aos do Verve. Aliás, eles são diferentes, uma vez que os retrovisores do Verve mudaram quando chegaram ao Fiesta, veja abaixo.





Agora, veja o retrovisor que o Ka Beauty usa, na mesma cor:



É o mesmo retrovisor do Beast. Isso indica que as peças já foram desenvolvidas por fornecedores brasileiros. Como o carro será feito no México, das duas, uma: ou os fornecedores nacionais vão vender peças ao modelo que será importado ao Brasil ou a Ford realmente fabricará o carro por aqui, ainda que apenas para consumo interno.

Outra prova disso é o volante, o mesmíssimo usado no novo Fiesta. Veja abaixo:







Se algum de nossos leitores tiver mais alguma informação a respeito, fique à vontade para dividi-la conosco por meio do e-mail abaixo do cabeçalho do MotorDicas. Quanto aos que não tiverem informação nenhuma, podem esperar. O novo Fiesta vem aí, e já não é sem falta.

Fonte: Ford e MotorDicas

Um novo esportivo nacional nasce no Salão do Automóvel: o San Vito S1

Essa história diz muito sobre como o Brasil funciona. Grandes conquistas são sempre iniciativa de pessoas de classe média ou pobres, já que a chamada elite não se preocupa em construir, mas em comprar no exterior. É mais fácil. Isso se aplica em especial ao mundo automotivo. Já mostramos aqui grandes projetos nacionais que devem ficar no papel porque nenhum investidor se anima a ajudar seus designers a produzi-los. Quando aparece alguém, é algum estrangeiro que se apaixonou pela idéia. É por isso que todos os modelos nacionais são produto de sonhos (e, infelizmente, parece que todos duram apenas uma noite). Este é o caso de Vito Simone, designer aposentado da Ford que materializou seu sonho e o chamou de San Vito S1. Detalhe interessante: Simone não é brasileiro. É italiano.



O S1 é um carro pequeno (3,74 m de comprimento, 1,70 m de largura e 1,15 m de altura, com 2,16 m de entreeixos) e leve (meros 930 kg) impulsionado por um motor VW AP 1.8 turbo de 150 cv a 7.000 rpm que anda apenas com álcool, montado adiante do eixo traseiro. As rodas de aro 18" são calçadas por pneus 225/40 ZR18 nas dianteiras e 235/40 ZR18 nas traseiras, responsáveis pela tração.

Exposto no estande da revista Carro, o S1, segundo Simone, atinge 220 km/h de máxima e vai de 0 a 100 km/h em 6,5 s. O consumo de combustível é 6 km/l na cidade e 8 km/l na estrada. O início das vendas depende de homologação, assim como a definição do preço. Esperamos que seja acessível o suficiente para transformá-lo em mais do que mais um sonho.











Fonte: San Vito

Pode haver um BlueMotion sem diesel? A VW acha que sim

A Volkswagen criou na Europa os modelos BlueMotion. Com a crescente preocupação com os preços do petróleo e com as emissões de poluentes, essa foi resposta da empresa, fortemente apoiada nos motores a diesel. Aliás, exclusivamente apoiada neles. A questão é que ela resolveu trazer o conceito ao Brasil, país onde os motores a diesel são proibidos para veículos de passeio. A saída ainda é um pouco nebulosa, mas aparentemente a marca acredita que motores flexíveis em combustível são suficientes para representar a idéia. Não é bem assim, já que um motor flexível pode usar gasolina. Ainda que usasse exclusivamente álcool, o benefício ao ambiente se daria apenas quanto às emissões de gás carbônico.



O que o etanol permite é manter os níveis de CO2 na atmosfera constantes, uma vez que ele é produzido com plantas que retirarm da atmosfera este gás. No caso de gasolina, diesel e todos os derivados de petróleo, a atmosfera volta a receber um gás que estava represado no fundo da terra há milhões de anos. Fora isso, o álcool tem menos poder calorífico que a gasolina (só 70% da energia do combustível fóssil), o que impõe uma autonomia menor a um veículo a álcool com um tanque do mesmo tamanho de um equivalente a gasolina.

O primeiro BlueMotion a ser vendido no Brasil será um Polo, até o final deste ano, mas as fotos do Gol (acima) e do Fox (abaixo) mostram que há planos também para estes dois modelos, todos eles construídos sobre a mesma plataforma, a PQ24. Além da base, eles também dividirão as soluções que a Volkswagen acredita que os tornará mais econômicos, como pneus de baixa resistência ao atrito (será que freiam bem?) e grade dianteira com menos aletas e altura menor, para melhorar a aerodinâmica.

Melhor seria se o motor 1,6-litro VHT adotasse turbo e injeção direta de combustível, um investimento que pode ser caro, mas que daria aos modelos um argumento mais sólido de redução de poluentes e eficiência energética. Vejamos como fica daqui para a frente.

The first BlueMotion to be sold in Brazil will be a Polo, but up you see a Gol Bluemotion and below also a Fox BlueMotion, what indicates these two cars will also reach production under the BlueMotion label. What they have in common with their European diesel cousins are some improvements in aerodynamics, such as an almost closed front grille, lower height and low-resistance-to-friction tyres.

What would really help these cars be more efficient would be the use of direct injection systems, as well as downsized engines, such as the 1.4 TSI, but most Volkswagen cars in Brazil are TotalFlex, or else, they work both with petrol or ethanol in any proportion. Costs to make a flexible direct injection engine must be high, but they would pay in a long term, since this technology could also be applied to cars sold all over the world. Brazilian BlueMotion cars may only seem as a marketing move, but we hope this is the first step of something bigger. Let's see how things go from this point on.









Fonte: VW e MotorDicas

TAC Stark se apresenta ao público no Salão do Automóvel

Nossos leitores já sabem alguma coisa sobre o TAC Stark. O novo jipinho brasileiro estará à venda de meados de 2009 em diante, será feito em Joinville, Santa Catarina, e terá um motor FTP turbodiesel, o S23. Com 2,3 litros de deslocamento, este quatro cilindros é capaz de desenvolver 127 cv a 3.600 rpm e 300 Nm a 1.800 rpm. O que a maior parte ainda não deve saber é que a TAC está apresentando o jipe no Salão do Automóvel, já com as mudanças que efetuou desde a última aparição, em 2006, e detalhes técnicos bem interessantes, além de fotos melhores do que as anteriores.



O tanque de 75 l de diesel do Stark, que deve lhe dar uma boa autonomia, fica à frente do eixo traseiro. Eixo, aliás, é modo de dizer, já que o Stark tem suspensão com braços dupla A, com dois amortecedores por roda, em cada uma de suas quatro rodas. Também tem freios a disco nas quatro rodas, o que o torna mais sofisticado do que se poderia esperar de um projeto inteiramente nacional. O curso da suspensão é de 18 cm, com vão-livre de 25 cm, ângulo de ataque de 45º e de saída de 48º, com sistema de roda livre em todas as rodas.

A distribuição de peso deve ficar próxima da ideal, com 50% do peso em cada um dos eixos, mas o número exato só será divulgado quando o modelo de produção em série tiver sido finalizado. O chassi, tubular, fica aparente em algumas partes da carroceria, que é construída em plástico reforçado com fibra de vidro por molde, o que torna todas as peças mais uniformes.

A transmissão é manual de cinco marchas, a FSO-2405D fabricada pela Eaton e também usada em modelos da Iveco. No futuro, o próprio motor S23 deve ser usado pela Iveco, único motivo pelo qual a TAC conseguiu o fornecimento de motores. Com volumes iniciais muito baixos, a marca catarinense, sozinha, não conseguiria justificar a produção do S23 no Brasil.

Os planos de exportação do TAC Stark só devem se iniciar quando o demanda brasileira der à fábrica a devida estabilidade na produção, assim como quando as qualidades e defeitos do modelo já tiverem se mostrado completamente. Maduro, o Stark deve partir para outras freguesias em breve. Demanda para isso já existe, de diversos países do mundo. Isso, sim, orgulha a nossa engenharia.









Fonte: TAC e MotorDicas

Conceitos de papel

A Stola fez escola, com o perdão da rima infame. Em 2006, ela prometeu trazer o Maybach Exelero ao Brasil e o que se viu foi um mock-up do carro, uma casca. Aparentemente o Brasil ainda não merece receber os veículos reais, como se viu com boa parte dos carros-conceito mostrados no Salão do Automóvel deste ano.

Um exemplo disso são os destaques da Chevrolet. Nem GPix nem Volt são de verdade.





Outro que ficou devendo foi o Land Rover LRX. O mock-up, segundo a assessoria da marca, custa US$ 1,5 milhão, mas o que realmente gostaríamos de ver é o modelo com motor, híbrido, com interior em cores variáveis dependendo do modo de direção. Ele deve custar pelo menos dez vezes mais, mas foi parar na Rússia, no Salão de Moscou. Pena não fazer uma escala pelo Brasil.





O último da lista é o Suzuki Kizashi. O sedã grande da Suzuki está para ser apresentado ao mundo, mas o conceito, que é bom, ficou lá pelo Japão, mesmo.




No caso da Stola, foi frustrante descrever o motor de um carro que não o trazia. Neste ano, olhar os discos de freio de papelão e os cofres de motor vazios foi uma experiência semelhante, quase tanto quanto o Sandero cortado que a Renault chamou de Sand'up. Nos salões futuros, tomara que mais Fiat FCC II encontrem espaço.

Fonte: MotorDicas

As mais belas do Salão do Automóvel chegaram ao MotorDicas

Tardou, mas não falhou. Senhores, eis aqui algumas das imagens mais aguardadas do Salão do Automóvel: as mulheres mais bonitas do evento. Senhoras e senhoritas, o salão está cheio de modelos masculinos, mas não é aqui que vocês poderão vê-los (só se, acidentalmente, saiu algum atrás das moças). Como se vê, há muito mais no salão do que sonha nossa vã filosofia! E ao vivo é muito melhor!





























Fonte: Gustavo Henrique Ruffo (reproduzam as imagens se quiserem, mas, por favor, com crédito e link para o MotorDicas)